A partir de 1º de janeiro de 2025, o Brasil adotou um novo salário mínimo de R$ 1.518, valor que será creditado nas contas dos trabalhadores celetistas agora no mês de fevereiro, correspondente ao salário de janeiro.
Este reajuste de R$ 106,00, representa um acréscimo de 7,5% em relação ao piso nacional de 2024, estabelecido em R$ 1.412,00.
Os trabalhadores precisam estar atentos aos descontos obrigatórios que incidem sobre a renda mensal, como o Imposto de Renda e a contribuição ao INSS. As alíquotas de contribuição ao INSS variam de 7,5% a 14%, dependendo da faixa salarial do trabalhador. Por exemplo, um funcionário com salário de R$ 3.000 paga R$ 253,41 ao INSS devido à aplicação das alíquotas progressivas conforme seu enquadramento nas faixas de renda.
Além do INSS, a tabela do Imposto de Renda é aplicada ao valor restante. Contudo, indivíduos que recebem até um salário mínimo estão isentos deste tributo. Para ilustrar o impacto sobre o salário líquido, simulações foram realizadas considerando a inflação e as atuais regras do Imposto de Renda.
Com o reajuste do salário mínimo, aposentadorias, pensões e auxílios vincendos pelo INSS também serão ajustados, e os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) passarão a receber R$ 1.518. A renda per capita para acesso ao BPC deve ser inferior a 25% do novo mínimo, ou seja, até R$ 379,50.
A política de valorização do salário mínimo segue os índices de inflação e o crescimento do PIB de dois anos anteriores, com o objetivo de não ultrapassar o intervalo de expansão real entre 0,6% e 2,5% ao ano, conforme estabelecido pelo arcabouço fiscal do Ministério da Fazenda.
Com informções adicionais do Jornal de Brasilia*
