A trajetória brasileira no Mundial de Atletismo Paralímpico em Kobe, no Japão, encerrado na manhã deste sábado (25), foi histórica. Com 19 medalhas de ouro, o Brasil alcançou sua melhor campanha dourada em mundiais, superando as 16 de Lyon 2013.
Durante os nove dias de competição, apenas um dia passou sem que os brasileiros colocassem a bandeira do país no topo do pódio.
Com isso, a Seleção Brasileira terminou o Mundial na segunda posição do quadro geral de medalhas, com um total de 42 pódios. Além dos 19 ouros, foram conquistadas 12 pratas e 11 bronzes, de acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro. A China liderou o quadro com 33 ouros, 30 pratas e 24 bronzes.
Este é o segundo Mundial de Atletismo consecutivo em que o Brasil bate recorde de medalhas. Em Paris 2023, o país alcançou o maior número de pódios da história, com 47 no total, sendo 14 ouros, 13 pratas e 20 bronzes.
O Mundial no Japão foi realizado no mesmo ano dos Jogos Paralímpicos de Paris 2024, após o Comitê Organizador Local (LOC) solicitar ao Comitê Paralímpico Internacional (IPC) o adiamento do Mundial, que seria em 2021, devido à pandemia de coronavírus. Assim, a cidade japonesa sediou o evento de atletismo no ano seguinte ao Mundial de Paris 2023.
Participaram da competição 1.069 atletas de 102 países, disputando provas de pista e campo no Kobe Universiade Memorial Stadium. O Brasil foi representado por 46 atletas e 10 atletas-guia.
Este ano, novamente, o esporte paralímpico recebeu forte apoio do programa estatal Bolsa Atleta. Entre os 8.716 contemplados pelo projeto, 2.210 atletas defendem 25 modalidades paralímpicas.
