Homenageada na Câmara Municipal de Três Lagoas na última quarta-feira, 20, data em que comemorou o Dia da Consciência Nega, a atleta paralímpica Silvania Costa de Oliveira, agradeceu o apoio que vem recebendo dos três-lagoenses após ser suspensa preventivamente pela ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem) pelo uso da substância Metilhexanamina conhecida também como Dimetilamilamina (DMAA).
O resultado positivo refere-se a um exame de urina feito pela atleta no dia 16 de junho em São Paulo durante o Desafio CPB x Cbat. Silvania foi notificada sobre o teste no dia 7 de agosto e ficará fora das competições até o processo ser julgado pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem. Devido à suspensão, três-lagoense não pôde participar dos jogos Parapan- Americanos de Lima no Peru.
“Esse é o pior momento da minha vida e da minha carreira. Eu sempre ultrapassai grandes obstáculos e dificuldades, tenho certeza que esse será só mais uma barreira”, declarou Silvania.
Segundo a paratleta, o seu advogado está tomando todas as providências necessárias para provar sua inocência.
“No momento eu estou afastada e aguardando o julgamento, mas estou muito confiante, temos testemunhas e provas de que eu sou inocente”, disse a atleta.
Silvania aproveitou para explicar que no dia em que tudo aconteceu ela pediu apoio de um guia, assim como fez em outras competições por correr com os olhos vendados. E na ocasião entregaram a ela um suplemento com a substância conhecida como DMAA, um estimulante usado para emagrecer e aumentar rendimento atlético.
“Esse é o jogo sujo do esporte, mas eu estou segura do meu trabalho e das minhas atitudes, quem me conhece sabe da minha trajetória e de tudo que eu passei para chegar ao lugar mais alto do pódio. Eu tenho esperança de voltar às pistas e competir em Tokio em 2020. Torço para que a justiça seja feita. São 8 anos de dedicação, muitas dificuldades, e de repente uma pessoa toma certa atitude para acabar com você. De tudo que eu passei na vida essa é a primeira vez que uma barreira me tirou o chão. É muita maldade do coração do ser humano”, desabafou a recordista mundial.