O atacante Gabigol recebeu uma suspensão de dois anos devido a uma infração relacionada a um exame antidoping. O processo judicial teve início na semana anterior e foi concluído nesta segunda-feira. A audiência perante a Justiça Desportiva Antidopagem durou cerca de duas horas e resultou em uma decisão apertada, com uma votação de 5 a 4 a favor da punição ao jogador do Flamengo.
A acusação baseou-se na suposta violação do artigo 122 do Código Brasileiro Antidopagem, que trata de "fraude ou tentativa de fraude em qualquer etapa do processo de controle". Conforme estabelecido pelo código, a punição pode chegar a até quatro anos de suspensão em caso de condenação.
A denúncia foi apresentada no final de dezembro, e a defesa entregou suas alegações dentro do prazo, em 26 de janeiro, incluindo evidências como imagens das câmeras de segurança do Centro de Treinamento Ninho do Urubu para respaldar a versão do atleta.
A primeira parte do julgamento ocorreu no dia 20, com uma sessão de cinco horas conduzida de forma virtual pelo Tribunal de Justiça Desportiva Antidopagem (TJD-AD). Gabigol e outras sete testemunhas prestaram depoimento por videoconferência. A sessão foi posteriormente interrompida e retomada nesta segunda-feira, também de forma virtual, com a participação do jogador.
Durante a defesa, um dos pontos destacados foi o fato de Gabigol ter se submetido ao exame de sangue, considerado mais confiável. O jogador foi representado pela equipe do advogado Bichara Neto, conhecido por defender Paolo Guerrero em um caso de suspensão por doping perante os tribunais da FIFA em 2017. Além disso, o vice-presidente geral e jurídico do clube, Rodrigo Dunshee, também esteve presente na sessão em apoio ao jogador.
