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1º de abril: Descubra o que circula nas redes sociais sobre a pandemia e o que é verídico 

A tradicional brincadeira do dia da mentira espalha boatos sobre o Covid-19 nas redes sociais de todo o mundo 

Thais Dias  - Hojemais Três Lagoas
01/04/20 às 07h02

Nesta quarta-feira, 1º de abril (dia da mentira), o que se espera é que mais boatos sobre a pandemia sejam criados. Pessoas do mundo todo acessam as redes sociais e algumas criam informações, as chamadas fake news que acabam assustando quem compartilha sem checar a veracidade da notícia.

Pensando nisso separamos algumas notícias que circulam nas redes e que são realmente verdadeiras.

Confira:

Hospital usou empilhadeira e caminhão para armazenar corpos de vítimas do coronavírus nos EUA

Tem viralizado nos últimos dias no Twitter um vídeo que mostra corpos de vítimas do novo coronavírus sendo carregados em uma empilhadeira para dentro de um caminhão. É possível ouvir ao fundo a voz do homem que gravou as imagens. Muito emocionado, ele alerta sobre a gravidade da pandemia, pedindo que as pessoas levem as recomendações a sério e fiquem em casa. 

O caso ocorreu em frente ao Brooklyn Hospital Center, em Nova York. Publicado pelo perfil NYC Scanner e retuitado pelo vereador republicano Joe Borelli, o vídeo teve mais de 5 milhões de visualizações.

Em seu site oficial, nesta terça-feira (31), o Brooklyn Hospital Center confirma que tem usado um caminhão refrigerado como "necrotério auxiliar". De acordo com a instituição, a medida é necessária para lidar com o pico no número de mortes e a consequente sobrecarga do sistema.

 

 

Corpos empilhados sendo levados para caminhão no Brooklyn — Foto: Reprodução/Twitter

Adolescente de 16 anos morreu em decorrência da Covid-19 na França
 

A notícia de que uma adolescente de 16 anos morreu em decorrência do novo coronavírus bombou nas redes. Como a maior parte das vítimas da doença é mais velha, o caso foi visto com desconfiança nas redes. Mas é verdade.

Identificada como Julie, a menina foi a vítima mais jovem da pandemia do novo vírus, que, em três meses, já matou mais de 41 mil pessoas pelo mundo, especialmente na Europa. Como o vírus tem vitimado principalmente idosos, a notícia da morte de Julie foi recebida com incredulidade. Ainda mais pelo fato de a garota, que vivia com a família num subúrbio de Paris, Longjumeau, ser saudável.

O óbito foi confirmado na semana passada pelo diretor-geral de Saúde da França, Jérôme Salomon. Sob o choque da perda súbita da filha, a mãe de Julie deu entrevista para a agência de notícias francesa AFP, e disse que o quadro começou leve, com uma tosse, e evoluiu rapidamente.

Ela tentou tratar em casa, com xaropes e inalações, mas a filha passou a sentir falta de ar, e foi hospitalizada. A família chegou a receber resultados negativos de testes de coronavírus, mas a infecção da menina acabou confirmada. Julie precisou ser entubada e, em poucos dias, estava morta.

A França é o sexto país na lista dos mais afetados pelo novo vírus, seguido dos Estados Unidos, Itália, Espanha, China e Alemanha. Os infectados passaram de 52 mil, e os óbitos chegaram nesta terça-feira a 3.523. O país registrou o pico de óbitos: 499 pessoas morreram nas últimas 24 horas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a letalidade do novo vírus na faixa etária de Julie tem média muito baixa: 0,2%. O maior risco é para os idosos. As comorbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias crônicas, hipertensão e câncer também tornam a pessoa mais vulnerável.

Há medidas e recomendações por risco de transmissão pelo dinheiro

Apesar de não haver ainda estudos conclusivos sobre a persistência do coronavírus em cédulas de dinheiro, autoridades de saúde têm recomendado sempre lavar as mãos após manusear notas e bancos na China passaram a desinfectar as notas.

O Ministério da Saúde explica que a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa com Covid-19 tosse ou espirra. Essas gotículas, segundo o ministério, pousam em objetos e superfícies próximas e podem infectar outras pessoas que, após tocar essas mesmas superfícies, tocam os olhos, nariz ou boca. Por isso, o órgão diz que existe a possibilidade de transmissão pelo dinheiro e reforça o alerta para as medidas de higiene.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz em sua seção de perguntas e respostas que estudos sugerem que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre a Covid-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar sob diferentes condições (por exemplo, tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente). Por isso, a entidade também diz que é importante lavar as mãos com água e sabão, passar álcool e evite tocar olhos, boca ou nariz.

Na China, o Banco Popular impôs uma quarentena às notas, ao não permitir a transferência de cédulas em uso entre províncias. Além disso, as agências ao redor do país passaram a desinfectar as notas.

Antes de a doença se espalhar nos EUA, o Federal Reserve também aumentou o período de quarentena dos dólares provenientes da Ásia como "precaução".


(*) G1






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