Adolescente de 16 anos morreu em decorrência da Covid-19 na França
A notícia de que uma adolescente de 16 anos morreu em decorrência do novo coronavírus bombou nas redes. Como a maior parte das vítimas da doença é mais velha, o caso foi visto com desconfiança nas redes. Mas é verdade.
Identificada como Julie, a menina foi a vítima mais jovem da pandemia do novo vírus, que, em três meses, já matou mais de 41 mil pessoas pelo mundo, especialmente na Europa. Como o vírus tem vitimado principalmente idosos, a notícia da morte de Julie foi recebida com incredulidade. Ainda mais pelo fato de a garota, que vivia com a família num subúrbio de Paris, Longjumeau, ser saudável.
O óbito foi confirmado na semana passada pelo diretor-geral de Saúde da França, Jérôme Salomon. Sob o choque da perda súbita da filha, a mãe de Julie deu entrevista para a agência de notícias francesa AFP, e disse que o quadro começou leve, com uma tosse, e evoluiu rapidamente.
Ela tentou tratar em casa, com xaropes e inalações, mas a filha passou a sentir falta de ar, e foi hospitalizada. A família chegou a receber resultados negativos de testes de coronavírus, mas a infecção da menina acabou confirmada. Julie precisou ser entubada e, em poucos dias, estava morta.
A França é o sexto país na lista dos mais afetados pelo novo vírus, seguido dos Estados Unidos, Itália, Espanha, China e Alemanha. Os infectados passaram de 52 mil, e os óbitos chegaram nesta terça-feira a 3.523. O país registrou o pico de óbitos: 499 pessoas morreram nas últimas 24 horas.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a letalidade do novo vírus na faixa etária de Julie tem média muito baixa: 0,2%. O maior risco é para os idosos. As comorbidades, como doenças cardiovasculares, diabetes, doenças respiratórias crônicas, hipertensão e câncer também tornam a pessoa mais vulnerável.
Há medidas e recomendações por risco de transmissão pelo dinheiro
Apesar de não haver ainda estudos conclusivos sobre a persistência do coronavírus em cédulas de dinheiro, autoridades de saúde têm recomendado sempre lavar as mãos após manusear notas e bancos na China passaram a desinfectar as notas.
O Ministério da Saúde explica que a doença pode ser transmitida de pessoa para pessoa através de pequenas gotículas do nariz ou da boca que se espalham quando uma pessoa com Covid-19 tosse ou espirra. Essas gotículas, segundo o ministério, pousam em objetos e superfícies próximas e podem infectar outras pessoas que, após tocar essas mesmas superfícies, tocam os olhos, nariz ou boca. Por isso, o órgão diz que existe a possibilidade de transmissão pelo dinheiro e reforça o alerta para as medidas de higiene.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) diz em sua seção de perguntas e respostas que estudos sugerem que os coronavírus (incluindo informações preliminares sobre a Covid-19) podem persistir nas superfícies por algumas horas ou até vários dias. Isso pode variar sob diferentes condições (por exemplo, tipo de superfície, temperatura ou umidade do ambiente). Por isso, a entidade também diz que é importante lavar as mãos com água e sabão, passar álcool e evite tocar olhos, boca ou nariz.
Na China, o Banco Popular impôs uma quarentena às notas, ao não permitir a transferência de cédulas em uso entre províncias. Além disso, as agências ao redor do país passaram a desinfectar as notas.
Antes de a doença se espalhar nos EUA, o Federal Reserve também aumentou o período de quarentena dos dólares provenientes da Ásia como "precaução".
(*) G1
