O brasileiro tem muita “esperança” e há a necessidade de verificarmos no dicionário que este substantivo feminino advém do verbo esperançar e não haver o equívoco do “esperar”.
Muito bem dito pelo filósofo Mário Sérgio Cortella, o brasileiro tem que ter esperança e não ficar esperando.
Na finalização deste ano de 2018, com certeza para muitos cresceu a esperança de que dias e anos melhores virão. O País aumenta o seu conceito, tentando acompanhar as grandes nações crescentes no mundo globalizado.
As posições a serem tomadas pelo novo governo terão sim que ser bastante diferentes do que vinha acontecendo. O País tem que mostrar o seu lugar de destaque. Muitos ficarão com medo, principalmente do comércio exterior, com retaliações ou corte mercadológico.
O nosso mercado maior é o próprio País, onde mais de 12 M de habitantes estão desempregados e outros 12 M na informalidade. Portanto, o mercado é pujante. Estamos esperançosos e temos que fazer a nossa parte de não ficar esperando os resultados aparecerem.
Temos sim que trabalhar e dar trabalho (empregos) para que a esperança passe a ser de estado de confiança. É época de lembrarmos dos ensinamentos de nossos pais, avós e entes
mais próximos, assim como de todos que nos ajudaram a moldar a nossa personalidade e crescimento. Lembrar dos primeiros professores em tenra idade, das primeiras letras e aprendizado constante até a nossa formação profissional, não somente àqueles que chegaram em superior completo ou além, também dos que se dedicaram ao trabalho honesto e constante.
Ter a confiança de que o Brasil irá mudar o rumo de negócios, voltarmos a ter o custo de produção compatíveis com o nosso mercado e isto refletirá internacionalmente e, os que inicialmente quiserem diminuir o mercado com o País terão que se aquietar e voltar a negociar, refletindo no custo de aquisição daquele país.
Muitos políticos e empresários levaram ao mundo o reconhecimento da grandeza do Brasil. Os produtores são valorizados pela qualidade dos produtos e chegaremos na época de plena confiança.
Já somos reconhecidos como o grande produtor de commodities mundial e com o crescimento desta confiança, em pouco tempo estaremos devidamente valorizados.
O País voltará a crescer como os demais países do BRICS e pela condição climática e de solo que temos, realmente seremos o destaque mundial, sem o medo de que estaremos produzindo sem a devida remuneração.
O ano está terminando, desejo a todos que o Natal seja repleto de boas lembranças, acontecimentos e manter a nossa esperança, porém trabalhar muito para que deixemos de ser produtores que “ficam esperando” e termos a confiança que virão dias e anos melhores.
Abraços a todos os sócios e leitores desse Pauta Rural. Ótimo 2019!
Ivan Carrato Jr.