Ter a liberdade de ser quem é, na essência de como se enxerga, não é uma tarefa fácil para quem não se reconhece no corpo em que nasceu. O desconforto, a inquietação, a descoberta e a aceitação são processos que homens e mulheres transexuais passam ao longo da vida, este processo pode se dar logo na infância/ adolescência ou apenas na vida adulta, não existe um tempo certo para se libertar.
Foi o que ocorreu com Leonorah Azumi, produtora cultural e musicista que neste ano descobriu de forma natural a transição tardia de gênero e se reconheceu como mulher trans “Vim de uma família que esbanja amor quando era criança brincava de performar, porém nunca havia me identificado como transexual, fui me masculinizando com o tempo por questões familiares, depois por ter entrado na música, no rock criei essa persona masculina”.
