AO VIVO
Geral

Anvisa proíbe venda de azeite Ouro Negro por irregularidades

As publicações associavam o chá a emagrecimento, tratamento de ansiedade e insônia, prevenção de câncer e efeitos afrodisíacos, sem qualquer comprovação científica.

Da Redação
21/10/25 às 08h26
(Foto: Reprodução)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta segunda-feira (20), a apreensão e proibição de todos os lotes do Azeite Extra Virgem Ouro Negro. A medida inclui a suspensão da fabricação, distribuição, importação, comercialização, divulgação e consumo do produto em todo o território nacional.

Segundo a agência, o azeite foi denunciado por origem desconhecida e desclassificado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Além disso, o rótulo indicava importação pela empresa Intralogística Distribuidora Concept Ltda., cujo CNPJ está suspenso na Receita Federal, o que reforçou as suspeitas sobre a procedência e a segurança do produto.

A Anvisa também determinou o recolhimento de 13 lotes do Sal do Himalaia Moído (500 g), da marca Kinino, com validade até março de 2027. A suspensão inclui a venda, distribuição, divulgação e consumo dos lotes listados:

  • MAR 257 1 a MAR 257 13

A medida foi adotada após a própria fabricante, H.L. do Brasil Indústria e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda., comunicar o recolhimento voluntário dos itens.

De acordo com laudos do Instituto Adolfo Lutz (94.CP.0/2025 e 16.1P.0/2025), os lotes apresentaram teor de iodo abaixo do limite exigido por lei. O iodo é essencial na dieta humana e sua falta pode causar bócio (aumento da tireoide) e problemas no desenvolvimento fetal durante a gestação.

Outro produto alvo da operação foi o “Chá do Milagre”, também conhecido como “Pó do Milagre” ou “Pozinho do Milagre”, cuja empresa fabricante é desconhecida. A Anvisa determinou a proibição total da comercialização, fabricação, distribuição e divulgação do produto.

A decisão foi tomada porque a composição e a classificação do chá são desconhecidas, o que coloca em risco a saúde dos consumidores. Além disso, foram identificadas divulgações irregulares nas redes sociais, em especial no Facebook e no Instagram, que atribuíam efeitos terapêuticos e medicinais ao produto, prática não permitida pela legislação brasileira.

As publicações associavam o chá a emagrecimento, tratamento de ansiedade e insônia, prevenção de câncer e efeitos afrodisíacos, sem qualquer comprovação científica.

A Anvisa reforça que produtos sem registro e de origem desconhecida representam risco grave à saúde e orienta os consumidores a não adquirirem nem consumirem os itens citados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
 RECOMENDADO PARA VOCÊ
 EM DESTAQUE AGORA
VEJA TODOS OS DESTAQUES
 ÚLTIMAS EM GERAL
Franquia:
Três Lagoas MS
Franqueado:
Empresa Jornalística e Editora Hojemais Ltda.
01.423.143/0001-79
Editor responsável:
WESLEY MENDONÇA SRTE/SP46357
atendimento@agitta.com.br
Todos os direitos reservados © 1999 - 2026 - Grupo Agitta de Comunicação.