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Confira nosso especial: Trilhando os passos do pai

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Redação  - Hojemais Três Lagoas
16/01/21 às 13h08

A senadora Simone Nassar Tebet Rocha (MDB) conheceu o universo político aos 5 anos. Com o pai Ramez Tebet nomeado prefeito de Três Lagoas, a menina viu a casa fervilhar com visitantes ilustres e decisões políticas.

Nascida no município de Três Lagoas, no dia 22 de fevereiro de 1970. A filha do senador Ramez Tebet (in memorian) e Fairte Nassar Tebet, vinda de tradicional família de imigrantes. Filha mais velha de quatro irmãos: Eduarda, que é médica e os irmãos gêmeos, Ramez e Rodrigo, também advogados. É casada com o deputado estadual, economista e Eduardo Rocha, tem duas filhas adolescentes, Maria Fernanda e Maria Eduarda.

Formada em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde coincidentemente estudou na mesma sala de aula da época de estudante do pai, Ramez Tebet. Na faculdade, aos 18 anos, foi voluntária em estágio na defensoria pública. Simone é especialista em Ciência do Direito, pela Escola Superior de Magistratura; mestra em Direito do Estado, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo e começou o doutorado em Direito Constitucional.

Em 1992, iniciou a carreira de docente do ensino superior, profissão que confessa ser a sua grande paixão, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), Universidade para o Desenvolvimento do Pantanal (Uniderp) e Faculdades Integradas de Campo Grande (Fic-Unaes).

Foi deputada estadual eleita em 2002 pelo PMDB, com 25.250 votos. Antes disso, Simone Tebet exerceu o cargo de consultora técnica jurídica, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, de 1995 a 1997, Foi diretora técnica legislativa, de 1997 a 2001.

Já em 2004, foi eleita prefeita em Três Lagoas, como a primeira mulher a governar a cidade, obtendo 66,72% dos 43.832 votos, ou seja, foi escolhida por 29.244 eleitores. Em 2008, foi reeleita com uma das maiores aceitações do Estado, atingindo 76% dos 47.832 votos válidos, tendo a preferência de 36.228 eleitores. Simone foi vice-governadora de Mato Grosso do Sul e atualmente ocupa uma cadeira no Senado Federal.

Simone Tebet foi ainda diretora de assuntos municipalistas da Associação dos Municípios do Mato Grosso do Sul (Assomasul) e membro do Conselho de Representação do Centro Oeste da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). 

Trajetória Política

A experiência técnica e jurídica que obteve na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul a partir de 1995 estimulou Simone Tebet a se candidatar ao cargo de Deputada Estadual, pelo então PMDB, em 2001. Ela foi encorajada pelo apoio de grandes nomes da política do Estado, entre eles, o seu pai, Ramez Tebet. Foi eleita para o primeiro mandato eletivo em 2002, com 25.250 mil votos.

Simone ajudou a transformar a cidade onde nasceu. Levou grandes indústrias multinacionais, gerando emprego e renda às famílias três-lagoenses. Isso fez com que o município se transformasse em cidade de porte médio. Foi a prefeita que mais construiu escolas no município. Criou clínicas especializadas de saúde da mulher, de pequenas cirurgias e a clínica da criança.

Como vice-governadora teve um papel atuante, esteve oito vezes interinamente à frente do governo. Também foi Secretária de Governo entre abril de 2013 e janeiro de 2014.

Em 2014 Simone foi eleita ao Senado Federal com 640.336 mil votos, o que corresponde a 52,61% do eleitorado de Mato Grosso do Sul. Desde então, atua como Senadora da República, pelo MDB.


Brasília

No Congresso Nacional, Simone Tebet tem seu trabalho reconhecido pelos colegas, jornalistas e representantes da sociedade civil que acompanham o dia a dia do Legislativo. Ela é bicampeã do Prêmio Congresso em Foco (2018 e 2019), eleita pelo júri especializado, a melhor representante do povo no Senado.

Também está na lista do DIAP, que seleciona os “Cabeças do Congresso”, há quatro anos consecutivos (2017 – 2020). Em 2016, entrou na publicação como parlamentar em ascensão. O “Cabeças do Congresso” reconhece a atuação dos 100 mais influentes entre os 594 parlamentares. Simone está entre os formuladores, ou seja, aqueles que têm alta capacidade de argumentação e negociação, são os mais propositivos e interferem diretamente na agenda do Congresso Nacional.

Atualmente, a senadora Simone Tebet é a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal – CCJ (biênio 2019-2020). A Comissão é considerada a mais importante da Casa e apenas após 193 anos de história está tendo uma mulher no seu comando.


Em 2019, ela imprimiu alta produtividade à CCJ e teve a sua atuação elogiada pelos colegas, que destacaram sua firmeza, disciplina, objetividade, honestidade e capacidade de diálogo. Em 2020, a pandemia do coronavírus obrigou a suspensão dos trabalhos presenciais na maior parte do ano. Mesmo assim, a firmeza na atuação da senadora Simone Tebet foi percebida à frente da CCJ, quando o colegiado se reuniu presencialmente para votar diversas autoridades indicadas pelo Presidente da República, como o ministro do STF.

Na eleição para a Presidência da Casa em 2019, Simone chegou a ser cotada como pré-candidata. Concorreu dentro da bancada do MDB, mas por 7 x 5 Renan Calheiros foi escolhido pelo partido para concorrer com os demais candidatos em Plenário. No meio do processo de votação, Renan desistiu da disputa e Davi Alcolumbre (DEM) saiu vencedor.

Para o pleito de 2020, após decisão do STF que confirmou a impossibilidade de reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado na mesma legislatura, Simone Tebet voltou a ser citado pela mídia e por parlamentares como bom nome para ocupar o cargo.


Acostumada a ser pioneira entre as mulheres ao exercer funções públicas, Simone Tebet também foi à primeira mulher a liderar o MDB no Senado em 2018, maior bancada da Casa, com, então, 13 experientes parlamentares.


Se for eleita presidente do Senado, Simone Tebet irá conseguir realizar o sonho de repetir a mesma trajetória do pai Ramez Tebet. 


Senador Ramez Tebet

Ramez Tebet, de 70 anos, nasceu em 7 de novembro de 1936, era casado com Fairte Nassar, com quem teve quatro filhos. Começou sua carreira política como prefeito de sua cidade natal. Foi deputado estadual da primeira legislatura da Assembléia Legislativa do estado, vice-governador e governador (1986-1987). Em 1994 assumiu seu primeiro mandato como senador.

No campo federal foi vice-líder e ministro do governo FHC por três meses, em 2001, voltando ao senado para assumir a presidência da casa, quando o então presidente Jader Barbalho renuncio junto com outros 2 senadores para não ser cassado. Presidiu ainda, a Comissão de Ética do Senado e a CPI do Judiciário, em 2000.

Nas Eleições de 2002, Tebet foi reeleito com a maior votação já obtida por um político de Mato Grosso do Sul: Mais de 730 mil votos. Na sua segunda legislatura, ele esteve envolvido com temas importantes da agenda política nacional, como a reforma tributária, e foi o relator da nova Lei de Falências. Tebet também foi escolhido membro titular das duas comissões mais poderosas do Senado: a de Constituição e Justiça e a de Assuntos Econômicos.

Nas últimas eleições, mesmo fragilizado pela doença, Tebet fazia planos de engajar-se na campanha do peemedebista André Puccinelli, que venceu as eleições para governador no Mato Grosso do Sul. Mas mostrava-se desanimado com o cenário nacional.

O Senador que possui mandato até 2011 era contrario a participação do PMDB no governo Lula, presidente que empossou em 2003, quando era presidente do senado, especialmente por divergências regionais. O presidente tinha uma visita marcada ao senador para a próxima segunda-feira, aonde iria acompanhado de caciques peemedebistas governistas.

Sua trajetória política foi fatalmente interrompida no dia 17 de novembro de 2006. Sofrendo de câncer no fígado e com dificuldades respiratórias, Ramez Tebet faleceu em sua residência em Campo Grande. Sua cadeira no Senado foi ocupada pelo seu primeiro suplente Valter Pereira de Oliveira (PMDB). Em virtude de sua morte, foi decretado luto oficial de três dias na capital de Mato Grosso do Sul e também no município de Três Lagoas.

 

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