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Conheça histórias de mulheres que buscaram o amor com a ajuda de Santo Antônio

Na busca pelo namorado perfeito vale tudo, e quando o assunto é superstição, impossível não se lembrar de que o protetor da vida amorosa de muita gente é o pobre Santo Antônio, provavelmente acostumado a ficar mais de ponta-cabeça do que em pé.

Hojemais de Três Lagoas - Bruna Taiski
12/06/18 às 13h46
(Reprodução)

Na busca pelo namorado perfeito vale tudo, e quando o assunto é superstição, impossível não se lembrar de que o protetor da vida amorosa de muita gente é o pobre Santo Antônio, provavelmente acostumado a ficar mais de ponta-cabeça do que em pé. Quando o assunto é o dito santo casamenteiro, simpatias não faltam e as receitas para conseguir amor colocam o pobre santinho em geladeiras, potes de mel, xícaras de açúcar e por aí vai.

O santo franciscano também fazia muitos discursos a respeito do amor – ainda que de um ponto de vista mais geral e menos romântico. O dia dos namorados no Brasil é comemorado na véspera do dia desse santo, 13 de junho.

Reza a lenda que, certa vez, em Nápoles, havia uma moça cuja família não podia pagar seu dote para se casar. Desesperada, a jovem pediu com fé a ajuda do Santo que, milagrosamente, lhe entregou um bilhete e disse para procurar um determinado comerciante. O bilhete dizia que o comerciante desse à moça moedas de prata equivalentes ao peso do papel.

Obviamente, o homem não se importou, achando que o peso daquele bilhete era insignificante. Mas, para sua surpresa, foram necessários 400 escudos da prata para que a balança atingisse o equilíbrio. Nesse momento, o comerciante se lembrou que outrora havia prometido 400 escudos de prata ao Santo, e nunca havia cumprido a promessa. Santo Antônio haveria fazer a cobrança daquele modo maravilhoso. A jovem moça pôde, assim, casar-se de acordo com o costume da época e, a partir daí, Santo Antônio recebeu – entre outras atribuições – a de “O Santo Casamenteiro”.

A três-lagoense Rafaella Pereira, perdeu o menino Jesus, mas conseguiu se casar. “Eu estava encalhadona, e minha mãe louca para que eu parasse de farra me deu o Santo Antônio que era dela. Fiz o pedido e escondi o ‘filhinho’, mas escondi até de mim porque nunca mais achei. Hoje sou casada”, diz.

Outra leitora que não quis se identificar também tentou uma das simpatias de Santo Antônio, ela revela ter funcionado. “Eu colei uma fita vermelha no sutiã, tinha que colocar durante sete dias, em seguida colocar no altar do santo. Quando fui tirar a fita rasguei meu sutiã. Perdi uma peça de roupa, mas ganhei um namorado um mês depois”, afirma.

Em tempos de crise, Janaína Siqueira arranjou uma forma diferente de conquistar o amor, pena não ter dado certo. “Me disseram que eu deveria colocar o santo de cabeça para baixo em um copo de vodka, eu não sabia que água também podia, eu não tinha vodka em casa e era menor de idade. Eu peguei o Santo Antônio da minha tia e coloquei em um copo, ao invés da vodka eu usei toda cerveja do meu pai. Deve ser por isso que fiquei solteira por tanto tempo”, recorda.

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