O ritmo de transmissão do coronavírus no Brasil continua alto e constante, alertam pesquisadores do Observatório Covid-19 BR, que reúne físicos de sete universidades e monitora a progressão da pandemia no país.
O grupo aponta ainda que na Itália, apesar do número crescente de mortes, o contágio perdeu força após a quarentena, que já dura 15 dias.
Um estudo do observatório que comparou o avanço da doença Covid-19 nos dois países. Considerando os dados da semana passada, a curva de crescimento no Brasil era semelhante à da Itália do início de março.
Uma das formas de comparação leva em conta o tempo que o coronavírus leva para dobrar a quantidade de pessoas contaminadas em determinado país. Nesse sentido, a velocidade de contágio no Brasil pouco se alterou.
No número de infectados na sexta estava dobrando a cada 54 horas e 43 minutos (ou 2,28 dias). Se forem contabilizados os registros nesta segunda-feira (23), esse tempo aumentou para 62 horas.
Já a Itália – que até esta terça-feira (24) computou mais de 500 mil infectados e 6.820 mortos – tem levado mais tempo para duplicar a contaminação. Ou seja, o ritmo de contágio, que já foi muito alto, vem diminuindo.
No início da epidemia na Itália, no final de fevereiro, esse tempo estava entre 1,6 dia e 1,9 dia. No dia 9 março, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, restringiu a circulação por todo o país.
Participam do observatório físicos da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual Paulista (Unesp), da Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade de Berkley (nos Estados Unidos) e Universidade de Oldenburg (na Alemanha).
Ontem, terça, dia 24, o Brasil chegou a 46 mortes e 2.201 casos confirmados de Covid-19, segundo o Ministério da Saúde.