Era uma tarde de domingo, dia 14 de janeiro em Três Lagoas, quando Halley Coimbra nascida em Três Lagoas teve seus sonhos interrompidos.
A jovem que montava em festas de rodeio, linda, alegre, a filha, irmã, tia, mãe e amiga, foi brutalmente assassinada pelo ex- marido. Dor, sentimento de impotência, comoção e tristeza tomou conta da cidade. Já se passaram dois anos de sua partida, mas Halley, continua viva nos corações e lembranças de seus, familiares e amigos que tiveram privilégio de privar de sua companhia.
Ontem, dia 16 de fevereiro, o nome de Halley Coimbra foi eternizado como símbolo de luta contra a violência doméstica e feminicídio na cidade que nasceu e tanto amava. Através de um gesto do atual prefeito Ângelo Guerreiro, apoiado pela secretária de Assistência Social, Vera Helena Arsioli Pinho, o prédio do CRAM - Centro Especializado de Atendimento a Mulher foi inaugurado no município e denominado: Halley Coimbra.
A jovem linda que montava em rodeios, determinada que sonhava com dias melhores, que se gradou em Logística, que plantou em uma pequena propriedade uma roça de melancias, e que não conseguiu colhe-las, passa representar não só a dor, a saudades dos familiares e amigos por conta de sua ausência física, mas em coragem e incentivo para outras mulheres vitimas denunciem seus agressores.
Délia Coimbra, uma três-lagoense forte e muito batalhadora enviou um vídeo exclusivo para o Hojemais, falando sobre a filha e importância do CRAM para as mulheres de Três Lagoas.