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Down: A síndrome que tem o cromossomo do amor

"Quero minha filha independente do mundo", diz a mãe Kellen

Hojemais Três Lagoas - Ygor Andrade
21/03/18 às 10h31
É muita fofura para uma criança só! (Ygor Andrade)

Ela vai completar três anos no próximo mês, mas já é bem famosa na cidade e na região. Ela é especial em vários sentidos. Com Síndrome de Down, Maria Fernanda é cativante, amorosa e adora uma selfie.

Ao lado da mãe Kellen Noadia, Maria Fernanda visitou o Hojemais e agraciou a redação com seu carisma e fofura. 

Kellen contou tudo sobre sua gestação. Desde quando ficou sabendo da gravidez, até o momento em que ouviu frases que, para outras mulheres, seriam suficientes para destruir o sonho da maternidade.

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Maria Fernanda é carismática, gentil e uma fofura (Ygor Andrade)

O MILAGRE DA BEBÊ FOFURA

Depois de vários abortos, depois de várias tentativas, Kellen Noadia ouviu dos médicos que teria que tirar o útero, no entanto, parece que sua fé em Deus, lhe trouxe uma ‘última tentativa’; e essa, seria uma daquelas tentativas em que além da Fé, a paciência deveria ser testada à exaustão.

“Quando descobri que estava grávida, fiquei assustada e então fomos fazer o acompanhamento e meu médico me pediu para ver uma geneticista em Campo Grande para avaliar melhor a situação”, conta Kellen que, até hoje, tem na memória (o que reforça sua Fé e Deus), uma frase 

extremamente forte. “No consultório, a médica geneticista me disse: Mãe, você está gerando um monstro. Eu aconselho que você aborte. Isso me derrubou. Como assim, gerando um monstro? Eu não sabia o que pensar, fiquei totalmente perdida”, relembra Kellen.

Retornando, Kellen ouviu de seu médico que ela não iria abortar, e que eles iriam ignorar o que a geneticista havia dito e ‘começar do zero o acompanhamento’. “Foi quando eu me apeguei ainda mais em Deus, na minha Fé e no milagre”.

(Ygor Andrade)

Resumindo, os médicos disseram à Kellen que o “menos pior que pode acontecer, é que seu bebê nasça com alguma síndrome”. Maria Fernanda de Oliveira Gomes Sabú, nasceu no dia 18 de abril de 2015, pesando 3.560 k g e medindo 49cm e com Síndrome de Down. “Nasceu perfeita, com Síndrome de Down completa, mas com a falta de alguns traços comuns da trissomia. “Ela não nenhum problema cardíaco ou renal, o que seria comum para alguém com Down. Ela não tem má formação em nenhuma parte do corpo, ela não tem nada de diferente. Ela é perfeita, mas tem a síndrome o que torna minha bebê fofura ainda mais especial”, diz a mãe que criou uma página no facebook com o nome ‘Maria Fernanda, a bebê fofura’ para contar um pouco do dia a dia da pequena. “Ela é tratada como uma criança normal, não gosto que na escola, por exemplo, as professoras a tratem diferente. Quero que coloquem de castigo se precisar, quero que ela se torne uma pessoa com todas as responsabilidades e deveres”, enfatiza Kellen, dizendo também que “quando Maria Fernanda tiver seus 18 anos, quero que ela tenha sua carteira de habilitação, que ela saia, dirija, seja independente de qualquer pessoa e eu quero confiar nisso”, diz Kellen, que foi capa surpresa da edição 69 da revista Rara Gente de maio de 2015 quando Maria Fernanda tinha apenas um mês de vida.

E por falar na página, Kellen comemora o retorno positivo tem recebido. “Existem mães de pessoas com outras síndromes que me mandam mensagens dizendo que, depois que encontraram a página, os dias têm disso um pouco menos difíceis. Elas dizem assim: Se a Maria Fernanda consegue, meu filho também consegue. E é isso que a página busca. A superação das pessoas, a superação dos seus filhos, e que eles sejam cada dia mais normais de sua maneira especial”, finaliza.

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