Por determinação do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), o principal articulador político do governo de Michel Temer - o ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB) - será investigado no âmbito da Operação Registro Espúrio, que apurou suposto esquema de fraudes no MTE (Ministério do Trabalho).
Além de Marun, sua chefe de gabinete, Viviane Vieira também será investigada - suspeitos do crime de corrupção e associação criminosa, em uma suposta fraude envolvendo a liberação de registros sindicais no Ministério do Trabalho.
Além de Marun, Fachin autorizou instauração de dois inquéritos contra dois senadores: Cidinho Santos (PR-MT) e Dalírio Beber (PSDB-SC) e contra cinco deputados federais: Paulinho da Força (SD-SP), Cristiane Brasil (PTB-RJ), Nelson Marquezelli (PTB-SP), Wilson Santiago Filho (MDB-PB) e Jovair Arantes (PTB-GO).
A decisão de Fachin é em resposta a um pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. A PF, em um dos relatórios da operação, apontou que o MTE elaborava supostas manifestações fraudulentas apenas para atender solicitações de Carlos Marun.