A retomada das atividades da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) , em Três Lagoas , voltou a movimentar as expectativas sobre os impactos econômicos que o empreendimento poderá gerar para o município. Considerada estratégica para a produção nacional de fertilizantes, a obra também desperta o interesse do setor comercial, que espera uma possível reativação da economia local, mas mantém uma postura cautelosa diante das experiências do passado.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Três Lagoas afirmou que reconhece a importância da UFN3 para o desenvolvimento do Brasil e da região, porém demonstra reservas quanto aos anúncios feitos pelo Governo Federal sobre a conclusão da obra em meio ao período eleitoral.
"Quanto à UFN3, tenho a convicção que a importância para o Brasil é muito grande, mas vejo com restrições a atitude do governo Lula em fazer tamanha propaganda em ano eleitoral afirmando que a mesma será concluída. Nossa realidade mostra outra coisa", declarou.
Segundo ele, apesar do potencial de geração de empregos, movimentação econômica e fortalecimento do comércio, os empresários locais ainda aguardam sinais concretos antes de investir ou ampliar suas operações.
"O comércio está em compasso de espera, porque a experiência nos mostra que muitos empresários tiveram grandes prejuízos e até agora não receberam o que a UFN3 ficou devendo", afirmou.
O histórico da obra ainda influencia a percepção do empresariado de Três Lagoas. Durante etapas anteriores da construção, diversas empresas forneceram produtos e serviços para o empreendimento e, conforme relatado pelo presidente da entidade, parte delas ainda aguarda o recebimento de valores pendentes, situação que gerou impactos financeiros e prejuízos para o comércio local.
Diante desse cenário, a expectativa em torno da retomada da UFN3 permanece positiva, mas acompanhada de prudência. O setor comercial avalia que a conclusão do projeto poderá representar um novo ciclo de crescimento econômico para Três Lagoas , com geração de empregos, aumento da circulação de renda e fortalecimento dos negócios. No entanto, empresários defendem que os resultados somente poderão ser comemorados quando houver avanços efetivos na execução da obra e garantias de segurança financeira para quem participar novamente da cadeia de fornecedores.
Enquanto isso, o comércio segue acompanhando cada etapa da retomada, equilibrando o otimismo em relação ao futuro com as lições deixadas pelo histórico do empreendimento.
