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Eleições 2026 têm apenas duas mulheres na disputa pela Presidência do Brasil

Número de candidatas à Presidência diminui em relação à última eleição e reacende debate sobre a participação feminina na política brasileira.

TSE/Terra - Redação - Hojemais - Noticias 
07/08/26 às 08h52

A disputa pela Presidência da República nas Eleições 2026 traz um dado que chama atenção: apenas duas mulheres concorrem ao cargo mais importante do país. O número representa uma queda em relação ao pleito de 2022, quando quatro candidatas participaram da corrida ao Palácio do Planalto, e reforça o desafio da ampliação da representação feminina na política brasileira .

Embora as mulheres representem a maioria do eleitorado brasileiro , ocupam uma parcela significativamente menor entre os candidatos aos cargos majoritários. O cenário de 2026 evidencia essa realidade e reacende o debate sobre a necessidade de fortalecer a participação feminina nas decisões políticas nacionais.

 

Desde a retomada das eleições diretas, em 1989 , apenas 11 mulheres disputaram a Presidência da República . Em mais de três décadas de democracia, somente Dilma Rousseff conseguiu ser eleita presidente, vencendo os pleitos de 2010 e sendo reeleita em 2014.

Nas últimas eleições, a presença de quatro mulheres foi considerada um avanço na diversidade da disputa presidencial. Agora, com apenas duas candidatas oficialmente homologadas pelos partidos, o país volta a registrar uma redução na participação feminina justamente na principal eleição nacional.

Especialistas apontam que fatores como menor acesso aos recursos partidários, dificuldades para financiamento de campanhas, baixa presença das mulheres nas direções das legendas e barreiras históricas ainda dificultam o crescimento das candidaturas femininas aos cargos de maior visibilidade.

Mais do que uma questão numérica, a baixa participação das mulheres na corrida presidencial revela um desafio permanente da democracia brasileira: ampliar a diversidade de vozes e garantir que diferentes segmentos da sociedade estejam representados também nas disputas pelos principais cargos públicos.

A redução do número de candidatas representa um recuo em relação à eleição anterior e reforça um cenário que ainda está distante da realidade do eleitorado brasileiro, composto majoritariamente por mulheres.

Embora a legislação eleitoral tenha avançado com mecanismos de incentivo às candidaturas femininas , a presença das mulheres nas disputas pelos cargos do Poder Executivo ainda permanece limitada quando comparada à participação masculina.

Para cientistas políticos, ampliar a presença feminina nas eleições não significa apenas aumentar estatísticas, mas fortalecer a pluralidade de ideias e tornar-se o processo democrático mais representativo da sociedade brasileira.  

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