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Histórias que inspiram

Conheça quem venceu o câncer e hoje atráves de sua vítória da força para quem necessita 

Thais Dias  - Hojemais Três Lagoas
27/02/21 às 07h13
Márcia Cristina Alencar de Almeida, de 48 anos contou para nossa reportagem como descobriu que estava com câncer (Foto:Arquivo pessoal)

O mês de fevereiro foi escolhido para conscientizar a população sobre a leucemia e a importância de se tornar um doador de medula óssea. A Campanha Fevereiro Laranja também busca informar sobre o diagnóstico precoce da doença. Estatísticas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) mostram que a leucemia é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino.

A médica hematologista Dábada Karina Silva, explica que a Leucemia é um câncer hematológico caracterizado pelo desequilíbrio na produção dos elementos do sangue, causando uma proliferação descontrolada de células. A leucemia pode ser aguda ou crônica. Dependendo da classificação e da resposta aos tratamentos iniciais, o transplante de medula óssea pode ser a única chance de cura para o doente. Encontrar uma medula óssea compatível não é nada fácil, por isso, quanto mais pessoas se cadastrarem para serem doadoras de medula óssea, maiores serão as chances do paciente encontrar sua cura.

Os sintomas da leucemia irão depender do seu tipo, se aguda ou crônica. Geralmente as agudas, como o próprio nome diz, são de evolução rápida; o paciente está bem e de uma semana para outra começa a ficar cansado, perder peso, pode apresentar sangramento nas narinas e gengivas, hematomas pelo corpo, febre, sudorese noturna, aumento de gânglios linfáticos (popularmente conhecidos como ínguas), anemia, infecções. Já nas leucemias crônicas, o paciente pode ter sintomas vagos e de instalação mais lenta, as vezes meses ou anos de evolução.

A médica conta que se o câncer for descoberto no início, as chances de cura são muito maiores. Quanto mais cedo e mais no estágio inicial da doença o tratamento for iniciado, melhor. Por isso é muito importante que sejam realizados exames preventivos e que o estilo de vida seja saudável, pois como sabemos, há alguns hábitos de vida que tem relação direta com o câncer, por exemplo, tabagismo e câncer de pulmão. Mas infelizmente quando o assunto é câncer hematológico (leucemias, linfomas), a história é diferente; para esse tipo de câncer não há prevenção.

Márcia Cristina Alencar de Almeida, de 48 anos contou para nossa reportagem como descobriu que estava com câncer, “Eu sempre fui muito atenta a minha saúde em uma das minhas consultas de rotina no ginecologista foi descoberto um cisto no ovário, na época meu médico disse que o cisto estava grande mais iriamos observa-lo. Após 20 dias que havia ido à consulta comecei a sentir muita dor, onde eu e meu marido decidimos ir a um médico em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. 

Lá na Capital a médica me examinou e constatou que o cisto estava muito grande e logo fui para cirurgia, fui encaminhada a um outro profissional que realizou o procedimento. Durante a operação o médico notou que eu poderia estar com câncer de ovário, o material foi colhido e após exame constatou que eu estava mesmo com câncer. 

Fui encaminhado ao oncologista, cheguei com toda a inocência do mundo, pensando que seria apenas aplicada a medicação, mas não era assim tive que ir para a quimioterapia. 

Ia para a quimio como se fosse para a festa, exibia minha carequinha, fazia uma bela maquiagem, usava minhas melhores roupas e sapatos, o médico até comentava que eu devia morar no hospital para alegrar as meninas, eu estava tirando de letra meu tratamento, porém durante meu tratamento meu esposo faleceu, um dia após o Natal. 

Continuei minha jornada, com Deus e meus amigos e hoje estou curada e muito forte para contar minha história, estou ainda em manutenção, me deixa muito aflita e ansiosa todas as vezes que está perto de ir, mas converso com Deus e ele me acalma”. Concluiu ela. 

Outra vitoriosa é a pequena Gevana, que depois de quase sete anos de espera, Geovana Dias da Silva, de 12 anos, começou o seu transplante de medula. No mês de agosto do ano passado, a menina conseguiu mais de 900 visualizações e centenas de compartilhamentos em um vídeo em que narrava sua história.

A notícia do transplante foi postada em uma de suas redes sociais, que possui mais de 10 mil seguidores. “Grata a Deus por esse momento, pelo meu doador, que Deus abençoe ele poderosamente”, diz a postagem.

Geovana sofre de Disceratose Congênita associada a Aplasia Medular.  A Disceratose é uma desordem degenerativa rara, caracterizada pela pigmentação da pele, unhas atróficas, leucoplasia e falência da medula óssea – tecido liquido-gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos e fabrica os elementos figurados do sangue como as hemácias, leucócitos e plaquetas.

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