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Influenciadores digitais realizam campanha em prol da vacinação

A ideia é fazer com que a população sinta confiança e seja estimulada a se imunizar

Thais Dias  - Hojemais Três Lagoas 
18/01/21 às 09h06

Ontem, 17, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. Momentos após a autorização, o governo de São Paulo aplicou a primeira vacina da CoronaVac. 

Considerado um momento histórico no país, apesar do governo federal, ainda não ter iniciado a distribuição do imunizante, o que foi programado para esta segunda-feira, 18.

Aqui no Brasil vemos uma forte expansão de descrença nas vacinas que apesar de terem sido testadas e se demonstraram seguras e eficazes, ainda existem pessoas que acreditam na teoria antivacina. 

Pensando no atual contexto nacional onde o país registrou 64.718 novos casos confirmados de Covid. Com isso, o total de infecções oficialmente identificadas subiu para 8.455.059, enquanto os óbitos chegaram a 209.296.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

O estado vive atualmente uma explosão de casos, internações e mortes, o que acabou gerando um verdadeiro colapso de seu sistema de saúde e uma superlotação de cemitérios. Hospitais chegaram a ficar sem oxigênio para os pacientes, e vários morreram sem ar. Alguns dos internados estão sendo transferidos para outros estados.

Com a chegado na vacina no Brasil, surge a esperança da volta de “nossas vidas normais”, influencers brasileiros começam a usar suas redes sociais em prol do movimento a favor da vacina, a ideia é fazer com que a população sinta confiança e seja estimulada a se imunizar.

 

A primeira imunizada no Brasil 

"Falo com segurança e propriedade, não tenham medo". A frase é da enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, primeira pessoa a ser vacinada contra a Covid-19 no Brasil.

A enfermeira foi imunizada neste domingo (17), no Hospital das Clínicas, em São Paulo. O governo paulista aplicou a primeira dose da CoronaVac minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial da vacina.

"Que a população acredite na vacina. Estou falando agora como mulher, brasileira, mulher negra, que acreditem na vacina. Vamos pensar no monte de vidas que nós perdemos, quantas famílias nós perdemos, quantos pais, mães, irmãos. Eu quase perdi um irmão também com Covid. E diante disso é que eu tomei coragem e participei da campanha da vacina."

Mônica faz parte do grupo de risco para a doença e atua na linha de frente contra Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ela mora em Itaquera, na Zona Leste.

"Estou na pandemia desde o início, há 10 meses. Trabalhando incansavelmente, em dois hospitais. Falo com segurança e com propriedade: não tenham medo. É a grande chance que a gente tem de salvar mais vidas. Vamos nos vacinar", disse.

A enfermeira foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país e tinha recebido placebo. "Fui muito criticada. Eu recebia piadinhas, memes, mas não dei sequer importância. Me falaram que eu era cobaia de uma pesquisa de vacina."

Mônica atuou como auxiliar de enfermagem por 26 anos e se graduou em enfermagem aos 47 anos. Viúva, ela mora com o filho e cuida da mãe, que tem 72 anos e vive sozinha em outra casa.

Foto G1.com
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