ROMA — O número de mortes pelo novo coronavírus na Itália subiu em 793 de anteontem para dia 21, sábado
É o maior registro em um único dia desde o início da crise no país, que começou no fim de fevereiro. É também o terceiro recorde seguido de vítimas no país, que já soma 4.825 óbitos. O aumento em relação à última sexta-feiradi20, é de 19,6%: foram 627 óbitos naquele dia.
Na noite deste sábado, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, ordenou o fechamento de todas as empresas e fábricas não essenciais.
A decisão tomada pelo governo é encerrar todas as atividades produtivas no território que não sejam estritamente necessárias, cruciais e indispensáveis, para nos garantir bens e serviços essenciais — disse o premier em pronunciamento pela televisão.
Conte acrescentou que farmácias, supermercados e lojas de alimentos, serviços postais, financeiros e de seguros, além de transporte, continuarão em operação. O primeiro-ministro, porém, não especificou a lista de atividades de produção consideradas essenciais, mas explicou que tem trabalhado "com os sindicatos para fazer uma lista detalhada dos setores mais necessários para a operação do Estado nesta fase de emergência".
O anúncio foi feito após vários apelos de autoridades do Norte do país e de médicos que pediram as restrições sobre os italianos fossem ainda mais rígidas para conter a propagação do vírus. Na quinta-feira, dia 19, a Itália já ultrapassara a China como o país que mais registrou mortes em decorrência da pandemia. O número total de casos na Itália subiu para 53.578, segundo informações da Agência de Proteção Civil.
É um aumento de 6.557 em relação a anteontem. A situação no país é dramática, e em algumas regiões não há mais vagas nos cemitérios. Há casos em que os caixões precisam ser transportados por caminhões para outras cidades ou para serem cremados.
