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Jovem morta com síndrome rara após o parto é sepultada em Três Lagoas

Síndrome Hellp é considerada uma complicação obstétrica rara

Hojemais de Três Lagoas - Albecyr Pedro
05/07/18 às 09h26
(Reprodução/Facebook)

Foi sepultado na manhã desta quinta-feira, 5, por volta das 8h, a jovem Lais Nunes da Silva, de 22 anos. 

Lais estava grávida e foi internada na segunda-feira, 2,  no Hospital Auxiliadora em Três Lagoas.

Em uma cirurgia de cesariana deu luz a uma menina, contudo após o procedimento, sofreu complicações em seu quadro de saúde e teve de ser encaminhada a ala da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do hospital.

Com as plaquetas em níveis baixos, a jovem acabou não resistindo.

Lais foi diagnosticada com Síndrome de Help, que é uma complicação obstétrica rara, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que acontece durante a gravidez ou no pós parto.

Sobre a síndrome

Pouco se ouve falar da Síndrome Hellp. Ela é uma complicação obstétrica rara, pouco conhecida e de difícil diagnóstico, que acontece durante a gravidez ou no pós parto, podendo causar a morte da mãe.

Normalmente, a Síndrome de Hellp ocorre com o agravamento no quadro de mulheres que sofreram de pré-eclâmpsia, ou seja, hipertensão gerada pela gravidez. 

Estima-se que 8% das gestantes que sofrem de pré-eclampsia desenvolvam a síndrome. Esse número indica, em porcentagem geral, que o problema atinge de 0.2% a 0.6% das gestações.

Os sinais e sintomas dessa complicação, em um primeiro momento, podem ser confundidos com o quadro de pré-eclampsia grave, ou seja, aumento da pressão arterial e inchaço. 

Quando o quadro se agrava, resulta em edema agudo dos pulmões, insuficiência renal, falência cardíaca, hemorragias e ruptura do fígado, podendo levar a morte materna

Quando a doença é diagnosticada, através de exames laboratoriais e clínicos, o tratamento indicado é interromper a gestação, independente da fase gestacional, para que o quadro geral da mãe seja corrigido. Muitas vezes, dependendo da idade gestacional do feto, ele não sobrevive.

As mulheres com maior predisposição para desenvolver a doença são as que sofrem de doenças crônicas do coração e rim, pacientes com diabetes ou lúpus. 

Infelizmente, não há nenhuma maneira de evitar a doença. Apenas as pacientes que já tiveram a Síndrome de Hellp, ao engravidarem pela segunda vez, podem tomar algumas providências para diminuir o risco.

Em geral, ajuda manter o peso controlado, fazer uma dieta adequada e ter um estilo de vida saudável. O pré-natal bem assistido é importante para detectar qualquer alteração na saúde da mãe e do feto precocemente e tomar as medidas para evitar que o quadro evolua para um estado grave.

*Com informações do Arapuá MS

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(Reprodução/Facebook)
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