Desde o dia 12 de março, munícipes estão se apossando de um terreno de aproximadamente 113 mil metros quadrados na Rua dos Colibris no bairro Guanabara. Segundo eles, o terreno que é de propriedade particular, está “abandonado e servindo apenas para esconder usuários e bandidos”.
O Hojemais foi conversar com essas pessoas para saber por que elas decidiram ‘invadir’ o local. Lá, fomos informados, por exemplo, que a área está com impostos atrasados e o grupo, que pediu para ser chamado de “Loteamento 262”, começou a demarcar espaços para a construção de casas.
“A informação que me passaram, é que o terreno tem dono, mas que não paga impostos há mais de trinta anos, e a gente resolveu que deveria usufruir desse espaço abandonado”, comentou um senhor que preferiu ser chamado apenas de Ivanildo.
De acordo com ele, que nega ser o líder do movimento, existem mais de 500 famílias que não têm condições de parcelar a compra de um terreno ou imóvel e sonham com a casa própria. “O pessoal tem renda de 1000 reais e vai pagar seiscentos na parcela de um terro? É impossível”, destacou ele, mencionando que a cidade tem muitas áreas de mata e que elas precisam ser usadas. “Só ficam [os terrenos] juntando mato e cobra. Aqui mesmo matamos quatro”.
EXIGÊNCIAS
Ivanildo diz que o grupo acredita em seus direitos e por isso, exigem que as autoridades locais (prefeito e vereadores), entrem com um pedido de alienação do local e façam a doação para as famílias que já estão no local demarcando seus lotes. “A gente sabe que eles têm esse poder. Queremos que sejam justos e nos doem esse espaço”, enfatiza ele, mencionando que apenas famílias que comprovem pagarem aluguel é que podem entrar nos terrenos.
Outra informação passada por Ivanildo, é que o local já foi à leilão, mas que ninguém se interessou. “Me falaram que o valor dos impostos que o proprietário deve, é muito maior que o valor do terreno e por isso, para ele, compensa comprar outro terreno ao invés de quitar as dívidas desse aqui”, disse.
Sobre uma possível reintegração de posse, Ivanildo diz não temer a ação, por acredita que ele, e seus companheiros do “Loteamento 262”, têm direito sobre a terra.