O comércio de Três Lagoas que tradicionalmente funciona em horário especial no fim ano, desta vez vive um impasse devido à falta de acordo entre as Forças Sindicais. Ambos, -Sindicato Patronal e Sindicato Laboral-, se dizem abertos à negociação, mas o diálogo não avança, o que põe em risco o funcionamento em horário estendido do comércio.
Em entrevista ao Hojemais o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Sueide Silva Torres pontuou as dificuldades que o Sindicato encontra para negociar.
De acordo com ele o mesmo problema enfrentado e Três Lagoas, existe em Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Corumbá, e em quase todas as cidades do estado, em relação a negociação entre os sindicatos, não somente sobre a abertura do comércio, mas segundo ele, com relação ao reajuste salarial que deverá ser anunciado. A data base para o anuncio seria dia 1º de novembro.
“Nós já estamos no dia 4 de dezembro e ainda não fechamos a negociação. Não abrimos uma negociação efetivamente, mas estamos na expectativa de que esta semana, até dia 6, consigamos estabelecer, não só o horário especial de funcionamento, mas também o reajuste salarial que deverá prevalecer a partir do dia 1º de novembro”, disse.
O presidente explicou que o Sindicato está com tudo pronto, porém ainda não recebeu o pedido oficial do Sindicato Laboral. “Estamos aguardando. Fizemos um documento de preservação da data base. Com esta questão da discussão intensa com relação ao pagamento das contribuições confederativas. Os Sindicatos Laborais estão atravessando uma fase extremamente difícil. Quando eu digo sindicatos, eu quero dizer sindicato que trabalha, não aqueles que usam o nome para fazer de conta e tomar o dinheiro do trabalhador”, falou.
O presidente disse também que o Sindicato do Trabalhador de Três Lagoas jamais teve dificuldade de negociação, porém, neste momento, está havendo um procedimento de não pagamento das contribuições ao Sindicato Laboral. “A sindical caiu realmente a obrigatoriedade tanto do laboral como patronal, mas nós como patronal ainda estamos conseguindo trabalhar” comentou.
Ele explicou que as contribuições dos cinco anos anteriores são obrigatórias, e o Sindicato pode cobrar a dívida na justiça, porém de acordo com ele, este não é o foco. “O foco é que haja um entendimento e que o sindicato tenha condições de representar o comerciário, que precisa do índice para receber o reajuste de salário. Nós estamos falando de em média 5 mil trabalhadores. E não é só o trabalhador do comércio especificamente que depende dessa negociação, muitas outras atividades dependem da nossa negociação para fazer também o seu reajuste, portanto os funcionários agora no começo de dezembro não têm o reajuste de novembro ainda”, afirma.
“Eu acho que nós precisamos colocar a mão na consciência e ver que o trabalhador e o comerciante precisam ser representados. Os sindicatos precisam trabalhar com dignidade, fazer o que lhe é devido, prestar o seu serviço”, esclarece.
O presidente acredita que ainda nesta semana, todos estes impasses sejam resolvidos. “Se tudo der certo na segunda-feira nós começamos a funcionar em horário especial. No ano passado nós começamos no dia 11, mas este ano vamos começar no dia 10 e isso perdura até o dia 24”, explicou.
O presidente alerta que a decoração natalina e as apresentações culturais contribuem diretamente com as vendas, trazendo o consumidor para o centro da cidade. Segundo ele é importante que a loja esteja aberta, bem decorada, com produtos expostos e etiquetados com preços.
A média de valor para o presente, de acordo com ele será em torno de R$ 150. Uma recente pesquisa apontou que será movimentado durante as comemorações do final do ano em Três Lagoas em torno de R$ 3 milhões. Com outras despesas, a pesquisa apontou que podem ser gastos em torno de R$ 5 milhões.
*Colaborou Aurora Villalba e Iolanda Carvalheiro