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Neta faz apelo para liberação do corpo do avô para velório e sepultamento

Além da dor em perder o ente querido, a familía está até o momento aguardando a liberação do corpo, porém sem previsão.

Da Redação - Hojemais Três Lagoas
09/03/21 às 08h42
Dayane Walter e seu querido Dodô ( Acervo Pessoal)

“Venho relatar que eu e minha familia estamos passando por um momento muito dificil pelo falecimento do meu avó que aconteceu no ultimo domingo (7) no Hospital Regional Rosa Pedrossian aqui de Campo Grande. Além da dor em perder nosso ente mais querido estamos até o momento aguardando a liberação do corpo, sem previsão.

O descaso e as divergências de informações são constantes. A família é de Costa Rica (MS), tentar resumir o ocorrido.

Há dois meses meu avô teve alta do Hospital Universitário após passar 22 dias em estado  gravíssimo entre intubação, e internação após ter sofrido dois infartos agudo do miocárdio, consequências de problemas no coração e da doença de chagas que tratava há 15 anos. O pesadelo começou na sexta feira (6) quando o paciente foi até a Capital em busca de atendimento médico no Hospital universitário, devido ao grande caos que a saúde está passando não tinha vaga e o atendimento foi recusado. Seguimos para o Upa Coronel Antonino em busca de socorro, ele estava com falta de ar (como da última vez que passou mal, por ter o coração inchado por conta da chagas e pulmão ficar oprimido). Ele deu entrada no upa com a saturação baixa necessitando ser intubado novamente.

Por falta de leitos no UPA ele foi levado para a ala de COVID por na?o ter aparelho disponível em outra ala. Sua esposa questionou o motivo de estar indo para área do COVID e o médico disse: “ou intubamos o paciente agora onde tem aparelho ou perdemos ele aqui”.

No primeiro atendimento todo laudo e documentação do caso dele foi apresentado ao médico.Na manhã de sábado,6, UPA solicitou vaga hospitalar por necessitar de mais recurso. E ele foi encaminhado ao Hospital Regional e mais uma vez por não ter leito e por estar com a falta de ar, meu avô foi para a ala vermelha do COVID.

Após o laudo do Hospital Universitário onde ele teve alta no dia 08/01 e passou pelo retorno recentemente 03/03 ser apresentado com todo seu histórico hospitalar e receitas de medicamentos, o médico solicitou teste de COVID e deu negativo.

Sendo assim a vaga para área cardíaca do hospital foi solicitada e não saiu imediatamente, quando finalmente havia leito disponível na cardiologia seu estado estava grave e não tinha condições de ser transferido para a cardiologia. Então permaneceu ali e veio a óbito no dia seguinte .

Eu reforço que estendemos e lamentamos o caos que a saúde está vivendo, mas nosso questionamento é, todas as famílias estão passando por essa situação de ter dia para sair o resultado do exame, e ele não estava ali por Covid.  Desde então nosso desespero vem aumentando. Em contato com o hospital já nos transferiram para ouvidoria, administração, assistência social e cada setor fala um prazo. Começou pela médica dizendo que em 24h o resultado sairia e o corpo já seria liberado,  e que possivelmente aquele mesmo teste com o resultado negativo serviria.

A patologia disse que seria 24h a partir do dia útil, daria às 14h dessa segunda (8) em outro momento disse que 48h e por fim 7 dias foi o tempo máximo que o exame sairia. Como esperar de 48h a 7 dias para liberação do corpo?

Entendemos que é protocolo, que os números só aumentam, pelo que estamos percebendo eles estão vencendo as famílias no cansaço para ter mais um óbito por COVID. Pois nos deram a opção  de esperar esse resultado sem prazo ou assinar o termo para sepultar de imediato como COVID.

Não tem outra explicação, isso é desumano. Meu avô era cardíaco, mais uma vez eu repito que tratava chagas há 15 anos, e a falta de ar sempre se fazia presente quando o coração estava inchado.

O teste deu negativo e ele estava na ala do COVID por ser o único local com aparelho disponível naquele momento. E nós estamos desde as 16h de domingo sem resposta, sem poder enterrar o corpo do meu avô. Eu não sei de onde estou tirando forças para relatar tudo isso, mas conto com a ajuda de vocês para que isso seja resolvido, que a gente tenha respostas. Estamos sem chão, sem rumo, que mais ninguém passe por essa situação”, desabafou a neta Dayane Walter que mora com a familia em Três Lagoas.

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