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Papai Noel anônimo que faz a alegria das crianças três-lagoense

“Eu fiz o Papai Noel por um ano, dois, três, e o personagem foi tomando grandes proporções, e há 11 anos eu me visto assim”

Dayane Milani - Hojemais Três Lagoas
08/12/18 às 22h05
Muitas pessoas reconhecem o Bom Velhinho após semanas, e ficam espantadas. (Foto: Arquivo Familiar)

Há 11 anos, quando começou a namorar Lara Amâncio Barroso, Marcus Bazé tinha a certeza que acabara de encontrar a mulher da sua vida. O que ele não sabia, e jamais poderia imaginar, é que se tornaria Papai Noel, ou simplesmente, o Bom Velhinho.

Quando começou a frequentar a casa da namorada, Bazé viu de perto as ações sociais que a família realizava próximo do Natal, há mais de 25 anos. A dificuldade da sogra, a professora Abadia Amâncio Barroso, era encontrar um homem, ‘gordinho’, que topasse se transformar em Papai Noel. Foi então que ela convocou o genro para uma participação, e Bazé se tornou o Papai Noel oficial do projeto.

“Na época eu estava bem gordinho, pesava 130 quilos, e topei fazer o personagem”, conta Marcus Bazé com bastante orgulho.

A família Amâncio Barroso, trabalha durante todo o ano na confecção de roupas, e arrecadação de brinquedos para meninas e meninos. As doações são feitas por membros da própria família, amigos e voluntários. Anualmente, são presenteadas mais de 500 carentes de Três Lagoas.

“Eu fiz o Papai Noel por um ano, dois, três, e o papel foi tomando grandes proporções, e há 11 anos eu me visto assim”, conta.

O personagem é convidado para outras ações sociais desenvolvidas em Três Lagoas. “Hoje (8) me vesti de Papai Noel para colaborar com ação de uma igreja. Este ano tenho ainda dois eventos sociais para participa”, explica.

 

Anualmente, são presenteadas mais de 500 carentes de Três Lagoas. (Foto: Arquivo Familiar)

Durante a interação de Bazé com as crianças quando está vestido de Bom Velhinho, muitas contam que escreveu cartinhas, que o viu em desenhos. Ele aproveita para incentivar o estudo, e a boa educação.

“É um sentimento incrível. Eu pergunto a eles se foram bons filhos, educados, e se foram bem na escola. Sempre digo que Papai Noel volta no próximo ano, se eles obedecerem ao papai e a mamãe”, diz.

Marcus Bazé explica com entusiasmo, que ainda existe a magia do Natal no olhar das crianças, sendo este o principal motivo que o motiva todos os anos, tanto na ação familiar, quanto nas ações de outras entidades. “Procuro encaixar Papai Noel nos meus horários. É um trabalho extremamente gratificante, é uma troca”, comenta.

É um trabalho, segundo ele, anônimo. Bazé explica que muitas pessoas não o reconhecem devido à mudança facial. “Muitas pessoas só percebem semanas depois, e ficam espantadas. Eu procuro deixar a identidade dele bem guardada. Chego fantasiado, interajo com as crianças e saio sem ser reconhecido”, explica.

Atualmente o Papai Noel três-lagoense exerce a função de advogado e vereador. Casou-se com Lara, e tem um filho que o acompanha nas ações. “Depois que me tornei pai, a ação passou a ser mais prazerosa. Meu filho participa comigo. É uma ação que envolve toda a nossa família e amigos. Isso é o mais importante”, emociona-se.


"Meu filho participa comigo. É uma ação que envolve toda a nossa família". Marcus Bazé. (Foto: Arquivo Familiar)

O vereador diz que pretende continuar com este papel por muitos anos e espera que os familiares da esposa, que agora também são teus, e os amigos que participam do projeto, tenham saúde para continuar e que permaneçam unidos. “É uma doação de amor. Papai Noel naquela ocasião não tem nome, ele se torna a fantasia da criança, renovando o espirito de Natal”, finaliza.

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