A Páscoa pode ser considerada a grande festa cristã. Nessa data, é celebrada a ressurreição de Jesus Cristo, mártir da religião. O feriado religioso acontece sempre em um domingo e vai muito além dos ovos de chocolate.
Para os cristãos a Páscoa relaciona-se com a crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Dentro da tradição cristã, a ressurreição de Cristo aconteceu no terceiro dia após sua crucificação.
Dentro da tradição cristã, a Páscoa é uma das mais importantes celebrações (para muitos, a mais importante) porque evidencia a importância da ressurreição de Cristo para os cristãos. O próprio apóstolo Paulo afirma em sua carta registrada em I Coríntios 15:14 que “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé”|1|.
Esse pequeno trecho da Bíblia dá uma dimensão do grau de importância da ressurreição para a crença cristã. Ele nos dá a entender que sem a Páscoa, isto é, sem a ressurreição de Cristo, a fé dos cristãos não teria sentido prático. Os cristãos entendem que a morte de Cristo foi um sacrifício voluntário com o propósito de salvar a humanidade de seus pecados. Por meio desse sacrifício, a humanidade ganhou uma nova chance.
É impossível separar a Páscoa tradicional da que envolve o Coelhinho da Páscoa e os ovos de chocolate. É como pensar em Natal —em memória ao nascimento de Jesus— sem Papai Noel. Acredita-se que a tradição do coelhinho tenha raízes na Europa. O coelho simboliza a vitalidade. É um animalzinho que tem uma fecundidade a toda prova. Isso corresponde à proposta pascal, com o novo que deve emergir. Já o ovo como símbolo de ressurreição faz parte da iconografia medieval e isso, de certa forma, é preservado nas nossas tradições por meio dos ovos de Páscoa.
