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Reflexão: Fim das coligações partidárias a nova cloroquina de 2020

Confira a coluna deste sábado 

Por Lucas Bocato - Hojemais Três Lagoas
12/09/20 às 13h44

Aproximadas as eleições municipais de 2020, que embora adiadas para novembro, estão galopantes e próximas. Afinal, o tempo de campanha é curto e quem trabalhou seu nome está bem e quem não trabalhou vai ter que ajustar o chinelo e apertar os passos pra subir no bonde dos eleitos.

O grande diferencial deste ano além da Pandemia que nos assola (classe trabalhadora, desempregados e os órfãos de politicas públicas de saúde e de renda) é o fim das famosas coligações partidárias, que para muitos era a base do fisiologismo eleitoral, quando na verdade começa lá no eleitor que vende seu voto por uma conta de água paga, dentadura, etc...

As dificuldades dos partidos políticos serão imensas para as composições das legendas, sobretudo a distribuição dos recursos aos candidatos com mandato e os sem mandatos. Ao que indica veremos muitos candidatos de primeira viagem “carregando pianos” nos partidos com diversos nomes de peso, facilitando a perpetuação das oligarquias.

A desigualdade na disputa eleitoral é latente, até mesmo aos partidos com diversos candidatos que buscarão a reeleição, mas a perpetuação no poder seguirá no arrimo da política brasileira. Afinal, quando os partidos podiam se coligar poderiam fazer frente as agremiações tradicionais
pertencentes as oligarquias políticas brasileiras.

Com essa nova nuance eleitoral, os mais empolgados acreditam na tese de que o fim das coligações partidárias será efetivo no combate ao fisiologismo eleitoral e à corrupção. Eles persistem em vender que a essência deste processo de construção das coligações está falido e sujo. E na verdade o cerne da questão continua lá nas periferias e nas multidões de eleitores
distantes das políticas públicas e do Estado: os famintos por um ganho que possa vir do período eleitoral.

A política em seu âmago não é corrupta. As pessoas - destaco que não todas - tendem a buscar o interesse individual sobrepondo o coletivo, e o caráter tem se apresentado como algo raro no alicerce da nova política eleitoral proposta.

Qualquer proposta que afasta a construção coletiva de ideias e programas partidários comuns para o alcance do bem comum, leva produção a desigualdade em todos seus aspectos no processo eleitoral e, por conseguinte, as suas consequências à população.

E tornar proibido o modelo de coligações partidárias nas proporcionais é a nossa cloroquina da politica brasileira, onde se quer sabem se terão efeitos positivos para a população, porém, vendem como um remédio eficaz. Sendo que, o centro da verdadeira mudança está no caráter, na moralidade e na reputação dos praticantes da política, e não na questão se um
partido X se aliar ao partido Y considerando os programas, estatutos e diretrizes destes partidos.

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