As temperaturas caem, o ar fica mais seco e as doenças respiratórias surgem, deixando as vias aéreas expostas a toda sorte de inflamações, basta um micro-organismo para instalar a sinusite. No entanto, a três-lagoense Patrícia Fernandes Matsui, 29 anos, convive com uma sinusite mais severa e grave, a fúngica invasiva.
A descoberta da doença veio após uma viagem ao Japão, durante o período de dois meses ela começou a sentir os sintomas. “Sentia muita dificuldade em respirar, não sabia se era por causa da longa viagem ou se era por causa do clima, entretanto saiu uma placa, com tamanho do meu polegar da mão, não achei que fosse algo sério”, recorda.
Ao retornar para o Brasil, a consultora de vendas procurou ajuda médica na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), onde foi constatado que havia um buraco na cavidade nasal e que a cartilagem do nariz estava corroída.
“Contei para o meu médico, que antes de viajar, eu fiz uma reforma em casa, ajudei os pedreiros a quebrar as paredes, a pintar e tudo mais, possivelmente posso ter ficado com imunidade muito baixa e dado acesso aos fungos na viagem”, diz.
“O médico me receitou uma pomada Kolagenese, que serve para isso, juntar as partes de cartilagem e tecido que estão em ferida aberta, amoxilina e cefalexina, com duração de 21 dias. Entretanto, no meu caso, a sinusite já estava mais avançada, o buraco da cavidade nasal inferior foi se expandindo, criando uma abertura no lábio superior, depois no céu da boca e garganta, como o próprio nome já diz ela é invasiva, corrói tudo por dentro”, completa.
Ela iniciou o tratamento através do SUS (Sistema Único de Saúde) em abril de 2017, mas com o grande período para realizar os exames, a doença foi se estendendo. Segundo Patrícia, recentemente ela realizou uma cirurgia de limpeza de seis horas, onde foi feita uma drenagem e raspagem. Posteriormente ela ficou internada por três dias, tomando cinco antibióticos diferentes.
“O tratamento em si é bem lento e prolongado, uso diariamente máscara, para não contrair ainda mais fungos ou bactérias, tomo Nimesulida para dor no rosto, Tandene para dor de cabeça e Lexoflaxoxino para infecção”, conta.
Hoje, os cuidados são bem maiores, ela diz não sair com vento, friagem, e não poder andar no sol por um período muito longo, o uso da máscara é obrigatório e diário. E destaca que os sintomas, são como os de uma sinusite normal.
“Você tem dores acima da sobrancelha, na testa e no rosto, perto dos olhos, o que acrescenta são as dores no ouvido. O olfato e o paladar também passam longe, é raro quando eu sinto o cheiro e o gosto de alguma coisa, só sei quando é doce ou salgado e sinto o cheiro das coisas normalmente quando saio do banho quente”, conta.
Conforme Matsui, as sequelas ainda não podem ser informadas, com exceção a parte estética facial, pelo rompimento desde a ponta do nariz até o lábio superior. “Fora isso, não posso afirmar mais nada”, diz.
* Colaborou Danielle Brito