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Superação: Cinco anos após agressões jornalista posta fotos 

“No começo, eu me perguntava, porque eu? Agora, eu pergunto para mim mesmo: porque não, eu?” revela Adonildo Santos.

Aurora Villaba
07/12/18 às 12h04

No dia em que completou 57 anos, ontem(5), o jornalista Adonildo Santos, morador de Três Lagoas publicou em sua página no Facebook diversas fotos ao lado de familiares, amigos comemorando mais um aniversário.

Em meio aos posts, havia também imagens de um momento difícil e que quase lhe tirou a vida. No auge de sua vida pessoal e profissional, Adonildo um dos jornalistas mais experientes, respeitados e queridos no município de Três Lagoas, e que por mais de 30 anos atuou como âncora no programa ‘Tribuna Livre’, em uma emissora de Rádio local foi vítima de agressão no estádio de futebol ‘Saraivão’, em Ivinhema, em abril de 2013.

Ele foi atingido com vários golpes de madeira na cabeça em uma briga generalizada envolvendo torcedores das equipes do Misto e Ivinhema. Na época o fato foi amplamente noticiado em Três Lagoas, Estado e no país.

Foram cerca de 30 dias internado na UTI do centro de terapia intensiva, em Dourados, com traumatismo craniano.

De acordo com Adonildo Santos, durante entrevista exclusiva ao HojeMais, o mesmo encara o fato com naturalidade e tem a certeza de que está vivo por conta de um grande milagre.

” Na verdade, eu nunca abaixei a cabeça. Desde, o dia que fiquei sabendo que iria ficar com sequelas já me conscientizei que precisaria me dedicar ao máximo na fisioterapia” revelou.

Desde então, o mesmo tem comparecido as respectivas sessões de fisioterapia, e hidroterapia, só deixando de ir quando está chovendo.  

Em sua nova condição, Adonildo Santos disse que passou vivenciar na pratica as inúmeras dificuldades enfrentadas diariamente pelos cadeirantes, a exemplo de calçadas irregulares, comércio sem rampas, esquinas sem acesso para subir com a cadeira, e por aí vai.

Com excelente bom humor e esbanjando positividade, o jornalista encerrou a entrevista demonstrando ter superado os momentos difíceis que viveu, onde ainda fez questão de reforçar a importância de se ter fé, de não ser pessimista e jamais desaminar.

“Tenho muita fé e agradeço a Deus por estar vivo. Fiquei apenas sem poder andar. E, se eu tivesse ficado cego? Com deficiência mental? Se fosse com um filho meu, eu sofreria muito mais. No começo, eu me perguntava, porque eu? Agora, eu pergunto para mim mesmo: porque não, eu?” finalizou Adonildo Santos.

 

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