Os nove dias de paralisação dos caminhoneiros nas estradas de Mato Grosso do Sul já resultaram em um prejuízo de R$ 170 milhões aos cofres públicos estaduais. O número foi apresentado na tarde desta terça-feira (29) pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB) logo após reunião na qual acordou com o setor produtivo a redução a alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) de 17% para 12%, mediante condições.
“O Estado deixou de arrecadar, mas a perda de Mato Grosso do Sul em todos os segmentos nesses nove dias foi muito maior. Somente a indústria perdeu R$ 100 milhões por dia depois do tempo todo de paralisação”, afirmou o governador. “No governo, deixaram de entrar (nos cofres) R$ 170 milhões. Prejuízo para os cofres públicos já está tendo, mas é muito mais com a greve toda”.
O governador destacou que o impacto da manifestação foi mais pesado para setores que dependem da exportação de seus produtos. Como exemplos, citou que 80% do açúcar e 85% da celulose beneficiados no Estado são vendidos para outras regiões e países. “O impacto dos produtos daqui para outras regiões é muito forte”, disse.
Na segunda-feira (28), a Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul) estimou perdas de R$ 400 milhões por conta do movimento paradista. O Estado atualizou o valor para R$ 100 milhões por dia de manifestação, abrangendo diferentes setores da economia.
A paralisação dos caminhoneiros foi deflagrada nacionalmente em protesto à política de preços da Petrobras para os combustíveis, que desde julho de 2017 previa reajustes constantes. Somente o diesel teve alta de 55% no período, percentual que superou os 40% no caso da gasolina.