Nas estações frias, o organismo está mais propenso a adquirir doenças respiratórias. Os casos de sinusite, por exemplo, chegam a triplicar nessa época. A inflamação atinge os seios da face e a cavidade nasal, que ficam congestionados pelo excesso de secreção. Os sintomas são dor na face, cefaleia, saída de secreção amarelada ou esverdeada, perda do olfato, tosse e dores musculares, entre outros sintomas.
A doença pode durar até 12 dias (se persistir por mais tempo pode ser considerada crônica). Se não tratada adequadamente, a sinusite pode trazer infecção no olho e meningite. “Mas os casos são muito raros, mais comuns em crianças”, ressalta o otorrinolaringologista Cassio Wassano Iwamoto, do Hospital IPO.
Confira algumas dicas para evitar a sinusite:
Faça uma solução de água e sal
Para evitar a inflamação e reduzir o incômodo quando o quadro está instalado, é preciso deixar o nariz limpo. Especialistas recomendam pingar uma solução caseira com água e sal, e logo em seguida assoar. “Como o mecanismo de limpeza está inflamado, não adianta só tomar antibióticos e não fazer esse tipo de medida adicional”, afirma o otorrinolaringologista Denis Massamitsu Abe, do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG). Acupuntura e inalação, segundo os especialistas, não estão comprovadas como formas de tratar a doença.
Livre-se dos ácaros
A rinite pode evoluir para sinusite. Como o ácaro é um dos principais causadores da rinite, é melhor cortar o mal pela raiz. Mantenha os ambientes arejados e limpos e remova cortinas com muitos detalhes, tapetes e ursos de pelúcia. “Use capa antialérgica no colchão, cortina fina ou blackout e edredom ao invés de cobertor”, recomenda Iwamoto. Se mantiver essas peças, não basta por no sol, é preciso lavá-las.
Evite gripes e resfriados
Gripes e resfriados mal curados estão entre os principais causadores da sinusite. Evitar essas doenças durante o outono e o inverno é um desafio graças à confinação em ambientes fechados e aumento da umidade do ar. Porém, a vacina da gripe pode ser uma medida eficaz para pessoas que estão no grupo de risco (como portadores de doenças crônicas e crianças pequenas).
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