A morte de Eduardo Aragão de Lima, 33, em uma explosão de caldeira de máquinas do navio sonda NS-32 (Norbe VIII) no Campo de Marlim, na Bacia de Campos, no dia 9 de junho de 2017, chocou a todos os amigos e familiares.
O falecimento de Lima foi confirmado pela Petrobras na tarde no dia 11 de junho. Ao todo, o acidente deixou três mortos e quatro homens feridos.
Mesmo após um ano, Lima não sai das memórias de seus amigos, e de sua família. Um filho muito querido, um irmão amado, e o melhor dos amigos. Um amigo que se vai, não sai do coração.
Redes sociais
Os amigos prestaram relatos no dia de sua morte nas redes sociais, abalados e emocionados.
Entre os relatos nas redes sociais, vários amigos se mostraram chocadas e disseram “não acreditar na morte repentina” de “Du Morcego” como era conhecido no município.
Uma amiga definiu Lima como um rapaz muito feliz; “Jamais vou esquecer sua alegria e seu sorriso! Que tristeza que Deus te guarde no melhor lugar! Que Deus conforte a todos seus amigos e familiares!!”
Outra amiga do três-lagoense também lamentou a morte precoce e de forma trágica. “Nosso amigo... vc se foi assim... sem avisar... sem ninguém esperar... com tanta vida e tantos sonhos... não podemos acreditar!”
Mortes
Segundo a Petrobras, Lima que era empregado da Odebrecht Óleo e Gás (OOG), estava hospitalizado em estado grave e morreu o início da madrugada.
A segunda morte foi confirmada pela Odebrecht Óleo e Gás na manhã de sábado, 10.O técnico em inspeções e calibragem da empresa IMI (Instituto de Metrologia Industrial Ltda) tinha 44 anos e estava internado no Hospital Municipal de Macaé, no interior do Rio.
Conforme o Click Petróleo no dia em que ocorreu a explosão, o Sindipetro/NF( Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense) e a Odebrecht já tinham confirmado a primeira morte, de um técnico de inspeções e calibração que tinha 28 anos.
Em nota, a empresa informou que está "prestando todo o apoio necessário à família do trabalhador, assim como aos parentes dos outros colaboradores envolvidos no acidente".
EXPLOSÃO
A explosão no navio ocorreu às 7h48 do dia 9. Segundo o Sindipetro/NF, dois trabalhadores foram socorridos pela aeronave de emergência e os outros dois passaram por avaliação médica inicial a bordo da unidade, antes de serem levados para o hospital.
De acordo com a Petrobras, não houve incêndio. De acordo com o Sindipetro/NF, a explosão aconteceu durante manutenção em uma caldeira que não estava operando. Ainda conforme Click Petróleo, o navio foi afretado pela Odebrecht, que disse, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, que "as operações foram imediatamente paralisadas e uma investigação já foi iniciada para apurar as causas do acidente".