O vereador da cidade de Dourados, Juarez de Oliveira (MDB), foi gravado na última segunda-feira (19) sugerindo que o Poder Executivo deveria empenhar R$ 200 mil a favor do Legislativo, para aprovar o projeto de lei que faz mudanças no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores públicos municipais. A gravação foi feita durante uma conversa com colegas no plenário em uma sessão na Câmara de Dourados, o microfone estava ligado, no entanto o vereador não percebeu.
Segundo informações do site Campo Grande News, não foi possível constatar quem era o outro vereador com quem Juarez conversava, já que os dois não aparecem nas imagens. A câmera estava focada na mesa diretora, onde um grupo de vereadores conversava com a presidente da Casa, Daniela Hall (PSD).
“Rapaz, eu estou no terceiro mandado, sei como funciona. Empenha duzentos contos para a gente se reeleger. Aqui é só quem quer ser beneficiado. Aqui funcionário público não elege um vereador, se fossem unidos eles tinham feito a saúde eleger um vereador, mas cada um pensa no seu umbigo”, afirma Juarez de Oliveira.
O projeto encaminhado pela prefeitura não foi aprovado e deve voltar à pauta da sessão de segunda-feira (26).
O vereador divulgou uma nota justificando o áudio vazado. Confira:
“Em respeito a meus eleitores e à toda sociedade douradense venho aqui esclarecer o grande equívoco rapidamente dispersado pelas redes sociais e também por alguns veículos de comunicação que fizeram um juízo equivocado da situação fática.
É triste como algumas pessoas distorcem as palavras, mas Graças ao meu Bom Deus, e às tecnologias fica claro aos que ouvirem o áudio/vídeo inteiro, sem ódio ou segundas intenções, que em nenhum momento quando me refiro em dinheiro, falo em dinheiro de corrupção ou em dinheiro ilícito. E nem mesmo cito o termo "empenho", como querem fazer crer. O verdadeiro conteúdo da frase é: que estou em meu terceiro mandato, e aquele (Vereador) que "não tenha 200 contos e atendimento diário" (durante o mandato todo), não se reelege, isso numa clara alusão à dificuldade e competitividade dos pleitos eleitorais. Citando mecanismos eleitorais legalmente existentes e não subterfúgios escusos!
E no tocante ao restante do conteúdo da minha fala, sobretudo quando me dirijo ao Sr. Madson Valente (também Vereador), falo apenas o que é a verdade, utilizando assim o meu direito de expressão, comentando a ele que funcionários públicos não elegem vereadores, pois se fossem unidos já tinham representante na Câmara de Vereadores. E que ali eles estavam pleiteando interesses meramente pessoais (salariais), sem valorar a situação crítica que vive a cidade e o país, por isso olhando "apenas para seu umbigo".
Quero esclarecer neste ato que não existe nada ilegal em minha fala, pois não foi mencionado nada referente a utilização de verba pública, isso é apenas suposição maldosa utilizada por alguns, os quais abertamente iniciaram uma cruzada contra mim apenas por eu não eleger seu direito individual como bandeira, mas sim a melhoria das finanças públicas de Dourados/MS, e com isso lutar pela melhoria da sociedade como um todo!
Assim, fico à disposição para oferecer quaisquer outros esclarecimentos para quem quer que seja, ressaltando, inclusive, que irei realizar uma perícia independente no áudio/vídeo, afim de deixar claro que na fala em análise não existe nada de ilegal.
Dessa forma agradeço o apoio, e reitero meu compromisso com o povo sofrido da cidade de Dourados/MS, principalmente aqueles que dependem da saúde e educação públicas!”, afirma.