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Vídeo onde ex-funcionária pública pedindo propina menciona TL volta a circular

A gravação de 2014 voltou a circular em grupos de WhatsApp nesta segunda-feira. Enganadas, várias pessoas encaminharam o vídeo, achando que se tratava de fato novo

Dayane Milani - Hojemais Três Lagoas
31/12/18 às 10h48
(Foto: Reprodução)

Um vídeo gravado em 2014, onde a ex-funcionária pública do Ministério da Saúde, Roberlayne Patrícia Alves foi flagrada tentando conseguir propina de R$ 150 mil do Hospital de Câncer Alfredo Abrão voltou a circular na internet nesta segunda-feira (31).

Durante a gravação a ex-funcionária menciona Três Lagoas: “É igual de Três Lagoas. Eles empenharam tipo R$50 mil primeiro para garantir o convenio e depois empenharam o resto”, diz em um trecho da gravação.

O vídeo mostra a ex-consultora técnica, no dia 15 de maio de 2014, em encontro com o diretor-presidente do hospital, Carlos Coimbra, em Brasília, a servidora exigiu R$ 50 mil para agilizar a liberação de R$ 1 milhão para a compra de dois equipamentos. Depois, cobrou mais R$ 100 mil em troca de emenda de R$ 1,6 milhões para a instituição adquirir acelerador linear.

Na época, Coimbra procurou a promotora de Justiça, Paula Volpe, para denunciar o caso. Ela o aconselhou a acionar a PF (Polícia Federal), que detonou a investigação. Com a autorização do juiz federal Odilon de Oliveira, Coimbra depositou R$ 50 mil em uma conta bancária informada pela servidora. O procedimento permitiu a PF rastrear a conta, de titularidade do pai de ex-namorado da funcionária do Ministério.

Ainda sob orientação da polícia, o presidente do hospital marcou uma reunião com a servidora em Campo Grande para lhe entregar o restante da propina. Em uma sala monitorada por agentes da PF, com câmaras e escutas, Coimbra entregou R$ 100 mil, em sete folhas de cheque, quatro de R$ 10 mil e três, de R$ 20 mil.

Mesmo flagrada em vídeo, Roberlayne declarou que seguia ordens de superiores. Já para a polícia ela sustentou a história de que agiu sozinha.

Roberlayne foi condenada pela Justiça Federal. O judiciário concordou com parte da denúncia do MPF (Ministério Público Federal) e condenou a ex-consultora técnica Roberlayne Patrícia Alves a cinco anos de prisão no dia 30 de maio deste ano.

O caso, que teve grande repercussão no Estado. Ela tentava obter lucro para liberar convênio entre o Ministério da Saúde e o hospital, parceria avaliada em R$ 4,6 milhões.

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Cuidado: Pode ser fake news

O compartilhamento de fake news nas redes sociais é um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos. Com a velocidade proporcionada pela internet, a informação – verdadeira ou não – circula com mais facilidade e, em muitos casos, gera grande impacto mesmo o fato não sendo verídico. Além de sites especializados em propagar notícias faltas, as correntes de WhatsApp contendo informações falsas ou distorcidas têm se tornado cada vez mais comuns.

O compartilhamento de fake news nas redes sociais é um fenômeno que vem crescendo nos últimos anos. Com a velocidade proporcionada pela internet, a informação – verdadeira ou não – circula com mais facilidade e, em muitos casos, gera grande impacto mesmo o fato não sendo verídico. Além de sites especializados em propagar notícias faltas, as correntes de WhatsApp contendo informações falsas ou distorcidas têm se tornado cada vez mais comuns.

Preocupado com isso, o Conselho Nacional de Justiça publicou em sua página no Facebook uma série de dicas para evitar que boatos se espalhem. São elas:

Sempre ler a notícia inteira, checar quem publicou a matéria, conferir a data da publicação, pesquisar a mesma informação em outras fontes, não acreditar em tudo o que está nas rede, desconfiar de notícias que tenham muitos adjetivos.

É fundamental checar a veracidade das informações para não correr o risco de contribuir com a propagação de mentiras e boatos.

*Com informações Campo Grande News e Mídia Max

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