O mês de março é dedicado às mulheres, não é mesmo? Baseado nisso nós perguntamos aos seguidores das nossas redes sociais sobre figuras femininas que são vistas como inspiração para muita gente.
Nossa equipe conversou com duas delas e agora vamos contar um pouco da história de cada uma.
VOLUNTÁRIA SEMPRE
A contadora e advogada Vandressa Borges foi chamada para legalizar juridicamente a associação Protetoras Três Lagoas, que cuida de animais abandonados na cidade. E de lá, ela nunca mais saiu. A diretoria conta com a participação efetiva de 7 mulheres, mas a quantidade de voluntárias chega a 15.
“Eu acredito que as mulheres tenham um olhar mais humano e solidário com os animais. Ela conta que sempre ajudou outras causas mesmo antes de se envolver com as protetoras. “Quando eu recebi o convite formalizado, eu pensei ‘é um chamado de Deus pra que eu possa fazer parte de uma causa com a qual eu me solidarizo tanto.”
Para ela, a causa animal ultrapassa a filantropia e chega a ser uma questão de saúde pública, porém ela reconhece que as dificuldades são inúmeras. “Eu acho que ainda falta um pouco de interesse da própria população. Por que não tem como uma instituição privada ajudar a todos. Se houvesse uma mobilização maior da população em se solidarizar um pouco mais, ser voluntário seria muito melhor.”
Vandressa diz também que muitas vezes as pessoas podem ajudar cedendo um lar temporário para um animal. “Conseguimos o tratamento para o bichinho e não temos onde deixa-lo. Por isso sempre pedimos mais ajuda.”
Ainda assim, em meio às dificuldades, a associação tem planos para o futuro. “Nós estamos indo no caminho certo. Queremos te um local para que possamos atender melhor aos animais. Podemos fazer muito mais se tivermos mais apoio não só do Poder Público, mas também de alguma empresa parceira que adote a nossa causa.”
“VOU FORMAR ATLETAS”
Rosinei Dourado, teve de esperar muito tempo até realizar o sonho de ser professora de Educação Física. Hoje ela é pós graduada em dança e consciência corporal. “Eu me casei com 18 anos e, naquela época, depois do casamento a mulher não estudava mais. Somente depois que meus filhos estavam grandes é que eu decidi que voltaria para a sala de aula.”
A professora havia sido atleta em Três Lagoas na infância e na adolescência, mas não conseguiu seguir adiante. “Ai eu pensei, como eu não pude ser uma atleta, vou formar atletas”.
Na época, o curso era em outra cidade e, para arcar com os custos dos estudos, ela teve que trabalhar um tempo como copeira. Mesmo confessando que teve vontade de desistir várias vezes, Rosinei disse que durante as aulas, sempre se deu muito bem com os alunos. “O mais novo tinha 17 anos e eu tinha 36. Era a mais velha da turma, mas eles me respeitavam muito e a gente se ajudava nas disciplinas.”
A mensagem que ela transmite a todos é de otimismo. E a sementinha dela já está dando frutos viu? A filha Pâmela, que hoje tem 28 anos, seguiu os passos da mãe e fez o mesmo curso. Hoje ela tem até um estúdio de dança.
Para que ela chegasse até onde chegou, a professora lembra que a ajuda de todos que estão ao redor é fundamental. “Eu falo principalmente para os companheiros, os maridos, irmãos, todos devem contribuir. Eu tive muita ajuda da minha família. Mas é preciso acreditar. Aí conseguimos qualquer coisa.
