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Caso Sophia: Justiça aumenta penas de mãe e padrasto

A decisão considerou que denúncias anteriores de maus-tratos não foram devidamente apuradas, o que contribuiu para a manutenção do cenário de violência que resultou na morte da criança.

Da Redação
17/03/26 às 15h04
(Foto: Juliano Almeida | Campo Grande News)

A Justiça de Mato Grosso do Sul ampliou, após análise de recursos, as penas do padrasto e da mãe de Sophia de Jesus Ocampo, criança de dois anos morta em 2023, em Campo Grande. Somadas, as condenações chegam a quase 70 anos de prisão, reforçando o entendimento sobre a gravidade do caso.

Sophia morreu em 23 de janeiro de 2023. Em dezembro do mesmo ano, Christian Campoçano Leitheim, de 27 anos, e Stephanie de Jesus da Silva, de 26, foram considerados culpados pelo crime, segundo Campo Grande News.

Inicialmente, Christian havia sido condenado a 32 anos de prisão, sendo 20 anos por homicídio qualificado e 12 anos por estupro. Já Stephanie recebeu pena de 20 anos, por omissão no dever de proteção da filha.

Com a reavaliação judicial, as penas foram ampliadas. Christian passou a cumprir 40 anos, 6 meses e 11 dias de reclusão, por homicídio qualificado e estupro de vulnerável. Stephanie foi condenada a 26 anos, 6 meses e 11 dias, também por homicídio qualificado, com agravante.

A defesa da mãe chegou a solicitar um novo julgamento pelo Tribunal do Júri, alegando que a decisão foi contrária às provas, além de pedir redução da pena. O pedido foi negado, e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul teve acolhida a solicitação de manutenção da sentença.

Crime e investigações

Segundo a denúncia, o crime ocorreu no bairro Jardim Columbia, onde a criança vivia com os acusados. As investigações apontaram um ambiente de violência recorrente contra as crianças da residência, sob o pretexto de disciplina, além de condições insalubres.

Ainda conforme Campo Grande News, o laudo necroscópico indicou que Sophia morreu em decorrência de lesões graves, além de evidenciar histórico de agressões anteriores. A acusação sustentou que a criança foi vítima de violência física extrema, com conivência da mãe.

A defesa de Stephanie afirmou que ela não tinha conhecimento das agressões. Já os advogados de Christian alegaram hipótese de agravamento da lesão durante tentativa de socorro, o que não foi comprovado.

Responsabilização do poder público

Além da esfera criminal, a Justiça também reconheceu falhas do poder público no acompanhamento do caso. Em decisão de 2025, o Estado de Mato Grosso do Sul e o município de Campo Grande foram condenados a pagar R$ 430 mil em indenização, além de pensão mensal ao pai biológico e ao pai afetivo da criança.

A decisão considerou que denúncias anteriores de maus-tratos não foram devidamente apuradas, o que contribuiu para a manutenção do cenário de violência que resultou na morte da criança.

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