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Mãe e padrasto são presos por tortura de uma criança de 3 anos no MS

A criança recebeu o primeiro atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento, mas por conta da gravidade do ferimento foi transferida para o hospital.

Da redação - Hojemais Três Lagoas
21/04/20 às 14h41
(Reprodução/G1)

Nesta terça-feira, 21 de abril, em Campo Grande, a Polícia Civil prendeu uma mulher de 21 anos e um homem de 19. Eles são suspeitos de torturar uma criança de três anos que foi internada na Santa casa, nesta madrugada,  com fratura exposta de tíbia na perna esquerda.

A menina é filha da suspeita. Ela recebeu o primeiro atendimento na UPA (Unidade de Pronto Atendimento, mas por conta da gravidade do ferimento foi transferida para o hospital.

De acordo com o hospital, na UPA, a mãe disse que a criança tinha caído de um berço, a cerca de 80 centímetros de altura, na tarde de domingo, e que a encontrou no chão, chorando e reclamando de dores na perna esquerda.

Após a transferência para o hospital, quando a Polícia Civil foi acionada pelo Conselho Tutelar, a mulher confessou a violência contra a criança e disse que teve ajuda do padrasto

Segundo o delegado Jarley Inácio de Souza, plantonista da Delegacia de Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, ela foi presa em flagrante ainda no hospital. O padrasto, que também estava no local, fugiu e foi preso por volta das 4h, na casa dos seus pais. 

Na casa, também se encontrava o outro filho da mulher, de 8 meses. A polícia vai investigar se o bebê também sofria agressões. Ele foi entregue para a guarda do Conselho Tutelar.

O delegado afirmou que a equipe médica da Santa Casa constatou que a menina tinha vários ferimentos pelo corpo. De acordo com ele, as lesões foram feitas em períodos diferentes, apontando que a criança estava sofrendo agressões há algum tempo.

Quando questionado sobre as agressões, o padrasto, que é evadido do presídio semiaberto da Gameleira, disse que batia na criança para “educá-la”.

Segundo o delegado, tanto a mãe quanto o padrasto foram autuados pelo crime de tortura. 

No hospital, foi feito um exame ginecológico na menina, que não constatou sinais de abuso sexual. Ela passou por exames e aguarda cirurgia. A criança está acompanhada por uma cuidadora encaminhada pelo Conselho Tutelar.


*Com informações do G1

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