Nesta quarta-feira (10) a Polícia Federal (PF) e o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN) deflagraram uma operação contra um grupo suspeito de planejar fugas de chefes de uma organização criminosa, que estão presos nas penitenciárias federais de Brasília e de Porto Velho, em Rondônia.
Conforme a PF, em Mato Grosso do Sul, os agentes cumprem 11 mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em Campo Crande e Três Lagoas.
Os federais também estão cumprindo mandados em Presidente Prudente e em Santos, no estado de São Paulo.
Entre os alvos da operação está a esposa do traficante Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como um dos chefes da organização criminosa.
Marcola foi transferido em março deste ano, da Penitenciária Federal de Brasília para a Penitenciária Federal de Porto Velho.
Ainda de acordo com as investigações, além de Marcola, os alvos que já estavam presos e seriam resgatados nos planos de fuga são Edmar dos Santos, Reinaldo Teixeira dos Santos, Esdras Augusto do Nascimento Júnior, Cláudio Barbará da Silva e Valdeci Alves dos Santos.
A PF divulgou, ainda, que o plano de fuga contava com uma rede de comunicação entre os presos e os suspeitos de estarem envolvidos no resgate. A troca de mensagens era mediada por advogados, segundo as investigações. Além dos resgates dos chefes do grupo, a organização criminosa pretendia sequestrar autoridades do DEPEN para exigir a soltura de criminosos.
Em nota, o DEPEN informou que os presos envolvidos ingressaram nos presídios federais em fevereiro de 2019, "justamente em decorrência da descoberta, pelas autoridades do estado de São Paulo, de plano de fuga que, à época, já estava em articulação por tais líderes, então custodiados na penitenciária estadual de Presidente Venceslau II".
Ainda segundo o órgão, "foi possível a compilação de elementos de prova suficientes para a identificação e agora a interrupção das ações criminosas".
A operação ganhou o nome de "Anjos da Guarda", em referência aos profissionais de segurança pública.
