A 1ª Delegacia de Policia (DP) de Três Lagoas, através do delegado titular Dr. Paulo Henrique Rosseto, desarticulou a quadrilha que atuava dentro do Sintricom, na gestão do antigo presidente Gilson Brito Frazão. Durante a realização da “Operação Ata”, o ex-secretário geral Luiz Carlos de Barros Salles foi preso. Já Gilson está foragido da polícia.
O caso veio a tona em dezembro de 2013, e desde março de 2014 a Polícia Civil investiga o caso. Segundo o delegado, aproximadamente R$ 150.000,00 foram retirados indevidamente da conta do Sindica, por Gilson e outros membros da antiga Diretoria, os quais foram afastados por determinação do Juízo da Vara Trabalhista de Três Lagoas.
Entenda o caso
Gilson Frazão emitia cheques do Sitricom, que eram trocados na boca do caixa em agências bancárias, e para justificar os gastos obtinha notas fiscais frias que eram apresentadas no Sindicato.
O antigo presidente chegou a adquirir duas motocicletas em nomes de terceiros, uma delas no nome de sua sogra Nicilene de Souza Silva, e outra no nome de Francisco Chagas dos Santos Cruz, somando as motocicletas o valor de R$ 39.580,00.
Outros envolvidos
Foram descobertas ainda notas fiscais frias fornecidas por Conrado Nogueira da Silva, através de sua empresa, que totalizam aproximadamente R$ 30.000,00. A 1ª Delegacia de Polícia ainda investiga outras empresas que forneceram notas fiscais frias ao SINTRICOM.
As investigações tiveram início pois Gilson procurou pela 1ª DP, onde registrou um Boletim de Ocorrência falso, dizendo que outra pessoa havia falsificado uma ata e as assinaturas nelas constantes, onde nessa ata os integrantes do Sintricom o tiraram da Presidência.
Gilson e outras duas pessoas, uma delas do Sindicato de Bauru, que estiveram em Três Lagoas, redigiram a declaração falsa, onde as pessoas que haviam efetivamente participado da reunião que o destituiu, declaravam falsamente que a reunião não tinha existido e que a assinaturas apostas nessa declaração era falsa. Submetida a perícia grafotécnica comprovou-se que as assinaturas eram verdadeiras.
A 1ª DP já indiciou 7 pessoas que participaram do esquema criminoso, e deverá nos próximos dias indiciar ainda outras 4 pessoas, cujas condutas ainda estão sendo apuradas, mas já há indícios de sua participação nos crimes apurados no Inquérito Policial.
“Pretendemos ainda reaver pelo menos parte desse dinheiro que foi retirado indevidamente do Sintricom, pois é um dinheiro que pertence ao trabalhador três-lagoense, e essa conduta dos acusados demonstra o total desrespeito deles para com seus colegas de trabalho. Os fatos que estão sendo apurados são complexos, mas em virtude da atuação em conjunto entre Polícia Civil, Ministério Público e o Poder Judiciário, conseguimos demonstrar cabalmente, todos esses fatos”, garantiu Dr. Paulo.