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André Puccinelli briga com empreiteira para apressar a obra do Aquário do Pantanal

A construção do aquário deve consumir entre R$ 100 e R$ 105 milhões

Correio do Estado
30/03/14 às 08h41
(Correio do Estado)

Por temer atraso na entrega do Aquário do Pantanal, construído como o maior de água doce do mundo, no Parque das Nações Indígenas, em Campo Grande, o governador André Puccinelli (PMDB) brigou com a empreiteira responsável pela obra, Egelte Engenharia Ltda., forçando-a a subempreitar o serviço, programado para ficar pronto no dia 11 de outubro, data do 37º ano de criação de Mato Grosso do Sul. A construção do aquário, começada em 2010, orçada inicialmente em R$ 80 milhões, deve consumir entre R$ 100 e R$ 105 milhões.

Conforme Puccinelli, a bronca só não provocou a ruptura de vez do contrato entre a empreiteira e o governo, por falta de tempo e medidas técnicas. Isso retardaria ainda mais a construção e exigiria concorrência, processo que demanda tempo.

 “Do jeito que seguia a obra, eu teria que inaugurar o aquário com três lambarizinhos. Tínhamos um altíssimo conceito da empresa. Notificamos a empresa [pedindo pressa] três ou quatros vezes, uma delas, verbalmente. Por isso, mandei sub-rogar [passar a outra] por, digamos assim, uma justa causa”. Puccinelli garantiu que o “pito” levado pela Egelte deu certo: “O aquário será inaugurado na data prevista. O compromisso é esse e, assim, vai ser”, disse o governador, ontem, por volta do meio-dia. 

Ele acredita que ao menos três outras empreiteiras devam tocar o aquário daqui em diante.

Mais tarde, por volta das 14h, o secretário estadual de Meio Ambiente, Cultura e Turismo (Semact), Carlos Alberto Negreiros Said Menezes, endossou a fúria de Puccinelli, mas em tom temperado. “É isso mesmo, houve discussão, o governador teve de usar mão de ferro para exigir as subempreitadas, o cumprimento do prazo para o conclusão da obra”, afirmou Menezes. 

Contudo, o secretário garantiu que o governo não rompeu o contrato com a Egelte, mas, sim, determinou que outras empreiteiras fossem convocadas de imediato. Na prática, o recurso da obra segue para a Egelte, que distribui o recurso às outras empreiteiras.

Menezes informou, ainda, que restam 30% para conclusão da obra do Aquário do Pantanal.

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