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Aneel barra aumento de 16,19% e maioria vai pagar 9,40% por luz

Representando mais de 75% dos clientes da concessionária, os consumidores residenciais, que se dividem em duas categorias, vão pagar de 9,40% a 9,84% a mais pelo serviço

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06/05/14 às 11h58

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) barrou, nesta terça-feira (6), pedido de reajuste de 16,19% da Enersul e o consumidor sul-mato-grossense pagará em média 11,20% a mais pela energia em 73 municípios do Estado. O aumento é o mais baixo concedido até agora no País.Representando mais de 75% dos clientes da concessionária, os consumidores residenciais, que se dividem em duas categorias, vão pagar de 9,40% a 9,84% a mais pelo serviço. Quem consome abaixo de 2,3 kV terá reajuste de 9,84% e para os clientes de tarifa social a elevação será de 9,40%.Já os clientes de alta tensão, que consomem de 2,3 a 230 kV, vão pagar 14,11% a mais. É o caso das indústrias. “Em média, o reajuste será de 11,20%, o mais baixo concedido até agora no país”, destacou o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), que foi, hoje, a Brasília para acompanhar de perto a decisão da Aneel.Em outros estados, a agência concedeu reajuste de até 29%. É o caso do Rio Grande do Sul. No Rio de Janeiro, a elevação foi de 22,64%; em São Paulo, de 17,23%; em Minas Gerais, de 14,76% e no Mato Grosso o aumento foi de 13,42%.Em momento de crise do setor energético brasileiro e levando em conta os demais reajustes concedidos pelo País afora, Marquinhos classificou a decisão como uma conquista. Para ele, isso é resultado do acompanhamento de cada passo da Enersul e Aneel a fim de garantir justiça nas decisões de um dos setores mais importantes no dia a dia da população.Em abril passado, Marquinhos, inclusive, chegou a acionar a Justiça, após detectar irregularidades no processo de reajuste tarifário. Por meio de liminar, o aumento foi adiado para hoje. Neste meio tempo, a presidente Dilma Rousseff reduziu em R$ 3,9 bilhões o valor para cobrir o déficit da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), em 2014.A decisão saiu dia 7 de abril, mesma data que a audiência de reajuste da Enersul foi cancelada por conta de prazos que a concessionária não respeitou no processo de discussão do aumento da tarifa. “Ganhamos tempo e, agora, a redução do CDE impactou na conta de luz dos sul-mato-grossenses”, frisou Marquinhos.Segundo a Aneel, as novas tarifas entrarão em vigor, de forma retroativa, a partir do dia 8 de abril deste ano para 909 mil unidades consumidoras localizadas em Mato Grosso do Sul.Desde 2007, quando a Assembleia Legislativa abriu CPI para investir a Enersul, a tarifa de energia no Estado baixou 24,7% e deixou de ser a mais cara do Brasil. Mesmo com o atual reajuste, o preço do serviço está 17,63% menor do que há sete anos. No mesmo período, o salário mínimo aumentou 90,52%. 

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