Eleger um candidato a deputado federal em MS é uma das tarefas das mais complicadas. Imagine, então, uma aliança formada por partidos nanicos com quatro candidatos. Pois em Três Lagoas acontece isso, com a coligação Mato Grosso do Sul com a Força de Todos II, composta pelo PRP, PSL, PPL e PV.
Trata-se do biomédico Vanderlei Amaro da Silva Júnior (PSL), que está com sua candidatura passível de impugnação; o advogado Luiz Antônio da Silva Martins, o Dr. Titico (PRP); o, também advogado, Amilton Aparecido da Silva (PRP) e Kelly Cristina da Silva (PRP). Em relação a esses candidatos, o inusitado ainda é maior, pois dois candidatos pertencem ao mesmo partido.
Vale lembrar que para se eleger um deputado federal em MS são necessários em torno de 100 mil votos e que o eleitorado de Três Lagoas não chega a 73 mil eleitores e os referidos candidatos não possuem base eleitoral em outras regiões. Além do mais, a cidade conta com outros quatro candidatos com quem os votos terão de ser rateados: Tonhão (PMDB), Jorginho do Gás (PSDB), Fabrício Venturoli (PROS) e Marisa Rocha (PSB).
Outra dificuldade pode contribuir para que os candidatos da terra consigam êxito no pleito. Além da da pulverização de votos entre os domésticos, há o problema dos paraquedistas.
No PMDB, por exemplo, apesar de Tonhão ser o único candidato pela região do Bolsão, a militância peemedebista estaria fechado com Marum que, por sua vez, dobrará com Eduardo Rocha, que busca a reeleição para a Assembléia Legislativa.
Jorginho do Gás (PSDB) está esperando uma votação expressiva por conta de sua dobradinha com Guerreiro, mas o nome em que a cúpula tucana está investindo pesado para federal é Márcio Monteiro. No caso de Venturoli, ele esperava ser oconcur na região, mas surgiu um adversário do mesmo partido, o Bodinha, de Paranaíba.
Finalmente, Marisa irá concorrer diretamente com a ex-secretária Tereza Cristina que, como Marum, receberá atenção especial do governador André Puccinelli.