Falta mais de um ano para as eleições domésticas de 2016, mas as movimentações em torno de possíveis candidatos a prefeito de Três Lagoas, ainda que em oculto, estão a pleno vapor. Por enquanto, o pré-candidato mais que definido é o deputado estadual Angelo Guerreiro (PSDB). Guerreiro deve vir com força total. Respaldado pelos mais 24 mil votos que teve nas eleições 2012, ele tem ainda o reforço do governador Reinaldo Azambuja, de seu partido, que pretende desbancar o PMDB no Estado, conquistando o maior número possível de prefeituras e Três Lagoas, mais do que nunca está nos seus planos.
Mas engana-se quem pensa que ele será candidato único. Não são poucos os que estão dispostos a dificultar o acesso do caubói à cadeira atualmente ocupada pela professora Márcia Moura (PMDB).
Outra candidatura tida como certa é a do Partido dos Trabalhadores. Resta saber quem a encabeçará a chapa. Os pretensos candidatos são Gilmar Tosta e Idevaldo Claudino, sendo que o primeiro já teve a experiência de disputar o cargo e, recentemente, afirmou ser o único a ter coragem de enfrentar o caubói. Ambos, porém, tem divulgado a intenção de brigar pela prefeitura. Para Tosta, quem se apresentar em melhores condições deve ganhar o direito de concorrer. A presidente do partido, Cristiane Lopes, confirmou que o partido deve lançar candidato e que os dois estão no páreo.
O PMDB também tem se empenhado no sentido de forjar um nome para concorrer à prefeitura, mas, em recente entrevista a um site da Capital, o presidente do diretório local, o deputado estadual Eduardo Rocha, manifestou interesse em aliar-se ao PT em Três Lagoas e até admitiu a possibilidade de ser coadjuvante. “Quem tiver mais condições vai encabeçar a disputa”, disse o deputado.
Além do próprio Rocha, caso o PMDB seja a noiva, conforme ele mesmo disse, os possíveis candidatos são os vereadores Tonhão ou Nuna Viana, o secretário de Meio Ambiente Antônio Rialino ou ainda um empresário ou um profissional liberal. Nesse caso, entram, respectivamente, o presidente da Associação Comercial Atílio D´agosto e o médico Ibsen Arisoli Pinho, irmão da vereadora Vera Helena.
Além dos já citados, outros vereadores também são mencionados como possíveis candidatos. É o caso da vereadora Marisa Rocha e Gil do Jupiá, do PSB e Marcus Bazé, do Dem.
Quem também está focado na prefeitura de Três Lagoas é o Pros, que tem na figura do seu presidente Fabrício Venturoli um potencial candidato, principalmente depois da expressiva votação que o fiscal de rendas do Estado teve como candidato a deputado federal em 2014, tendo sido o mais votado de Três Lagoas.
O PPS também não descarta a possibilidade de lançar candidatura majoritária. Para tanto, Milton Silveira, que preside o diretório regional, disse que pretende filiar novas lideranças, afim de encontrar o nome ideal para postular a prefeitura.
O PCdoB trabalha para viabilizar a candidatura a prefeito de seu presidente Marcos Bocato, que também concorreu a deputado federal, da mesma forma que o Dr. Tidico, que já concorreu ao cargo por duas vezes, também pretende emplacar uma terceira candidatura. Desta vez, porém, deverá sair por outro partido, já que perdeu o controle sobre o PRP.
Há ainda o Solidariedade que, há algum tempo está se mobilidade e deverá surgir com grandes surpresas. Entre outros, em suas fileiras estão os médicos Ary Arão e Antônio João Campos de Carvalho. A princípio, o propósito seria emplacar o vice de Angelo Guerreiro, mas há quem aposte que o ex-prefeito Antônio João poderá vir como candidato majoritário.
Ainda fora do circuito político, sempre aparece o nome do empresário Joaquim Romero, proprietário de uma rede de supermercados; o advogado Rógerson Rímoli, filho do empresário José Paulo Rímoli.
O certo é que até o final do mês que vem outros nomes deverão surgir, já que um ano antes das eleições, os pretensos candidatos tem que se filiar a um partido político. Nesse sentido, é bom ficar atento ao troca-troca de legendas muito comum nesse período.