Política

"Corrupção e falta de incentivo é o que desestimula os jovens ao primeiro voto"

Esta é a opinião de jovens dirigentes de partidos políticos

Hojemais - João Maria Vicente
22/04/14 às 20h00

Ainda em relação ao desinteresse de jovens pela política, Deivid Silva, ex-presidente do Conselho Municipal de Juventude de TL, delegado nacional de Juventude e presidente do PSD Jovem de TL, reclama que o jovem na faixa-etária de 16 a 17 anos não possui incentivos por parte do poder publico para se interessar em política, muito menos compreendem a importância que o seu voto, que é facultativo, tem numa disputa eleitoral.

Em Três Lagoas diz que não é diferente e que quando foi presidente do CMJ apresentou muitos projetos com intuito de resgatar o desejo e a vontade do jovem participar mais da vida política, mas que por motivos técnicos, administrativos e muitas vezes políticos eles não saem do papel. “Temos uma juventude que ama a política e vive por ela, mas essa minoria acaba sufocada por interesses políticos e partidários”, avalia.

Em resumo, diz acreditar que os jovens, além de gostar muito de política, quer participar, “mas o que acontece é a verdadeira avalanche de noticias desestimulantes sobre a corrupção no Brasil, que aliadas a falta de estimulo contribui significativamente para esse desinteresse em votar e participar da política”

Deivid ainda diz que partidos políticos também têm que chamar a responsabilidade para si, propiciando uma abertura maior aos jovens nas eleições e nas decisões partidárias. “Não vemos muitos jovens candidatos, tão pouco candidatos que defendem um plano de trabalho com a juventude”, critica.

CABIDE DE EMPREGO

Thiago Mendes, da juventude do PSDB, pondera que o desinteresse dos jovens nessa faixa etária é dado à falta de políticas públicas para a juventude que deveria se desenvolver no Brasil e, principalmente, em Mato Grosso do Sul.

Para ele, “se os governos federal e estadual se preocupassem um pouco mais com a saúde física e mental dos jovens, as PPJ'S seriam prioridade e não apenas um elefante branco como acontece em nossa cidade”. Em Três Lagoas, segundo ele, nunca houve um órgão que representasse a juventude, por parte do poder público. “se existiu ou existe algum, com certeza não serve para representar os jovens e sim para servir a cabide de empregos que a prefeitura concede aos seus aliados”.

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