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Corte de servidores do município é visto com bons olhos por parte da população

Inchaço da Máquina é criticado pela maioria

João Maria Vicente - João Maria Vicente
10/11/14 às 22h38
"Tem que demitir todo mundo que não é concursado", diz Ademir Ramos (Reprodução Facebook)

Na semana que passou o presidente da Câmara de Três Lagoas, Jorginho do Gás (PSDB), defendeu o enxugamento da folha de pessoal – a prefeitura está atualmente com 4,5 mil servidores -, como saída para a crise financeira enfrentada pela administração Márcia Moura. Internautas entrevistados pelo Hojemais corroboram a opinião do presidente da Câmara e, de certa forma, avalizam decisão da prefeita que, ainda este ano, deverá exonerar em torno de cem comissionados, podendo ocorrer novos cortes em 2015.

Afirmando que vê as demissões com bons olhos, o empresário Eder Shimizu observou que “é preciso enxugar a máquina, que tem grande parte de seu orçamento comprometido somente com a folha de pagamento, o que onera o município e ainda restringe o uso da verba pública a ser gasta no que realmente é necessário à população, que é educação, saúde e saneamento básico”. Por fim, afirma que a prefeitura não pode ser um cabide de empregos e sugere que fiquem os servidores essenciais ao funcionamento da máquina.

Já o radialista Adilson Silva pondera: “o ideal é que, havendo demissões, a prefeitura divulgue abertamente a lista com a quantidade e nomes dos dispensados para sabermos como cidadãos e contribuintes quem realmente foi ou será atingido por essas demissões”.

Em tom de protesto, o conselheiro tutelar Davis Martinelli Leal considerou lamentável uma prefeitura do porte de Três Lagoas chegar ao ponto de demissões e ainda insinuou que serão demitidos os servidores que realmente trabalham.

O assessor parlamentar Edvaldo Cavalcante, o Bacurau, considerou as demissões necessárias para adequação da máquina e aponta como uma das causas os cortes de verba do PAC por parte do Governo Federal. “Que Deus a [à prefeita Márcia] ilumine, para que se chegue a uma solução”, concluiu.

“Se quiser governar sem tempestade esse numero [as 100 demissões] ainda é pífio para as necessidades; teria que dar um choque de gestão e cortar na própria carne”, opina o advogado Luiz Antônio da Silva Martins, para quem a reestruturação é inevitável para o saneamento das contas.

Ele ainda acrescenta que reduziria um pouco de seu próprio salário [caso fosse o prefeito] e que, para garantir a permanência no cargo, o secretariado teria que seguir este seu exemplo.

“Simples, supercarregou a máquina no período eleitoral, e agora vai colocar todos na rua”, resumiu Rômulo Wendell.

"Tem que demitir mesmo. Acho que tem ser todo mundo que não é concursado, mas como vai ficar a base dela na câmara com as demissão desses servidores, porque todo vereador tem uma indicação", questiona Ademir Ramos.

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