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Derrotados, Trads articulam para se abrigar no PTB, que pode mudar comando

O diretório nacional do PTB pode mudar o comando em Mato Grosso do Sul

Conjuntura Online
04/11/14 às 19h41
Fábio Trad critica peemedebistas (Conjuntura Online)

Derrotados respectivamente na disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul e por um lugar de volta na Câmara dos Deputados, o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad, e o deputado federal Fábio Trad (PMDB), ambos do PMDB, se articulam na tentativa de se abrigar no PTB.

A informação sobre o desejo dos dois peemedebistas de se filiarem ao PTB foi confirmada na manhã desta terça-feira (4) pelo presidente da executiva regional do partido, Ivan Louzada.

O diretório nacional do PTB, inclusive, pode até mudar o comando em Mato Grosso do Sul, isso porque o próprio Louzada deu dicas de que pode entregar a legenda.

“Estou indo hoje (esta terça) para o Rio de Janeiro conversar com o Roberto (Jefferson) e com o Benito Gama (PTB-BA), disse Louzada, referindo-se ao delator do Mensalão e ao presidente nacional do partido. “Eu estou querendo entregar o partido porque estou cansado, a política tem o lado bom, mas tem o lado ruim”, revelou o dirigente por telefone, ainda no Aeroporto Internacional de Campo Grande.

Apesar disso, o dirigente não deu detalhes sobre se sua possível saída do PTB tem a ver com o eventual ingresso de Nelsinho e Fábio, que poderiam assumir o comando da legenda em Mato Grosso do Sul.

Há dias, os dois irmãos e correligionários manifestaram publicamente descontentamento com o PMDB, alegando que o partido não se dedicou totalmente em suas campanhas.

Além do mais, Fábio Trad alega que houve peemedebistas que traíram o partido, uma vez que preferiram apoiar o candidato do PT ao governo do Estado, senador Delcídio do Amaral, em detrimento da candidatura própria.

Ele também alega ter sido traído pelo fato de uma ala do PMDB pedir votos para a ex-secretária de Estado de Produção, Tereza Cristina Corrêa da Costa (PSB), eleita deputada federal, em vez de apoiar a sua reeleição.

A bronca no PMDB é que alguns de seus integrantes, como o p esidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, não deram importância para a candidatura própria e fizeram campanha abertamente para Delcídio.

O desejo de Jerson Domingos era ver o petista eleito governador para que o seu cunhado, Pedro Chaves, pudesse assumir os quatro anos restantes no Senado.

Outro membro da família Trad que não esconde seu descontentamento é o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB), reeleito para mais quatro anos de mandato com a maior votação na disputa pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.

Indignado pela falta de apoio do PMDB para os irmãos, Marquinhos disse à imprensa que estava apenas esperando a regularização do Rede Sustentabilidade para decidir sobre o seu destino político.

A ideia seria disputar a prefeito da Capital nas eleições de 2016 pelo partido que está sendo organizado pela ex-ministra Marina Silva, atualmente abrigada no PSB-AC.

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