A eleição para a escolha dos membros da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul acontecerá apenas em dezembro, mas os bastidores já estão agitados envolvendo a participação da futura base aliada do governador eleito Reinaldo Azambuja (PSDB) e os parlamentares de oposição.
O nome do atual líder do governo, deputado estadual Júnior Mochi (PMDB), surge como alternativa mais viável, conforme os indicadores nos dias que antecedem o pleito. No entanto, outros parlamentares estão sendo lembrados na eventualidade de não haver consenso em torno da indicação do peemedebista.
Além de Júnior Mochi, a bancada do PMDB na Casa terá ainda os deputados estaduais Eduardo Rocha, Maurício Picarelli, Antonieta Amorin, Renato Câmara e Marquinhos Trad, o campeão de votos nas eleições de outubro.
Vistos como companheiros de primeira hora na campanha vitoriosa de Reinaldo Azambuja, os deputados Zé Teixeira (DEM) e Onevan de Matos (PSDB) aparecem como fortes opções devido a dois fatores importantes: experiência legislativa e trânsito nos demais partidos.
Fortalecido pelo fato de o PMDB ter sido a bancada que mais elegeu representantes para a próxima legislativa (6 deputados) e, portanto, terá o maior poder de barganha na Assembleia, Júnior Mochi é o favorito para suceder o presidente Jerson Domingos (PMDB) a partir de fevereiro de 2015.
Para continuar à frente do comando do Poder Legislativo, cargo que está sendo ocupado pelo peemedebista Jerson Domingos desde o primeiro mandato do governador André Puccinelli, o PMDB usa como principal estratégia o fato de liderar o número de parlamentares que integrarão a base aliada do governador eleito Reinaldo Azambuja na Casa.
Confiante no poderio dos correligionários, Mochi se articula visando ocupar a presidência da Mesa Diretora da Casa, somando-se a isso o apoio que diz ter do bloco de partidos aliados.
“Estamos fazendo as articulações necessárias, sendo meu nome indicado pelo grupo, já saímos fortalecido neste início de processo, com um número considerável de apoio”, disse Mochi, em entrevista ao Portal CG News, sobre a possibilidade de comandar o legislativo estadual, a partir de 2015.
Nas contas do PMDB, além de ter os votos dos seis deputados eleitos pelo partido, ainda tem a aliança com os dois do PT do B, Márcio Fernandes e Mara Caseiro, assim como de José Carlos Barbosa do PSB e Lídio Lopes do PEN.
Este grupo ainda deve ter o reforço do PSDB, que possui quatro representantes para o ano que vem: Rinaldo Modesto, Flávio Kayatt, Onevan de Matos e Ângelo Guerreiro.
Reinaldo Azambuja já declarou que vai precisar da “governabilidade”, para começar sua gestão com tranquilidade e apoio, e isto acontece justamente com a parceria do grupo do PMDB, que juntos somam 10 membros, tendo mais cinco eleitos pela coligação do PSDB e com a possível vinda dos três deputados do PDT, formam uma base aliada para o tucano de 18 integrantes.