A contagem regressiva já começou. Faltando menos de 40 dias, em 4 de outubro, milhares de eleitores três-lagoenses irão às urnas para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. A disputa, que definirá os próximos presidente da República, governador, senadores e deputados federais e estaduais, movimenta os bastidores e reflete uma nova configuração no quadro de filiações partidárias do município.
Para estarem aptos à disputa, os candidatos precisaram cumprir a data-limite de 4 de abril para regularizar o domicílio eleitoral na circunscrição desejada e ter a filiação devidamente aprovada por suas legendas, conforme determina a legislação eleitoral. Com esse cenário consolidado, os números oficiais — todos extraídos e consultados diretamente no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — mostram que o interesse pela participação política formal cresceu na cidade: o município saltou de 13.220 eleitores filiados em 2022 para 13.605 em 2026.
No cenário estadual, as articulações já estão definidas. O MDB, sigla que lidera o número de filiados em Três Lagoas, integra a coligação governista encabeçada por Eduardo Riedel (PP), apoiando sua reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul. A chapa conta com uma ampla aliança que reúne também partidos como PL, PSD, Republicanos, Avante, Podemos e a federação PSDB-Cidadania.
NOVO DESENHO PARTIDÁRIO
Apesar do aumento no número total de filiados na cidade, a distribuição dessa força política sofreu alterações significativas nos últimos quatro anos. Atualmente, há uma grande concentração de eleitores no "Top 4" municipal: juntos, MDB, PRD, PSDB e PT concentram cerca de 42,3% de todas as filiações de Três Lagoas.
O MDB manteve a liderança, seguido de perto pelo PRD, que assumiu a vice-liderança ao herdar as bases políticas do extinto PTB e do Patriota. Com essa movimentação, o PSDB perdeu a segunda posição e caiu para o terceiro lugar. Já o PT, embora tenha mantido seus números absolutos estáveis, sofreu uma leve perda na proporção devido ao aumento do total geral de eleitores na cidade.
O grande destaque deste ciclo eleitoral, apontado pelo banco de dados do TSE, foi o salto das legendas de direita e centro-direita. O Partido Liberal (PL) foi o que mais ganhou "fatias de mercado" percentualmente, saltando da 8ª para a 6ª posição e aumentando sua base em mais de dois pontos percentuais — um crescimento expressivo dentro de um universo de mais de 13 mil pessoas. O União Brasil e o PP também registraram crescimentos consistentes, ganhando mais espaço no eleitorado.
