A Fibria, maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto, registrou lucro líquido atribuível aos acionistas controladores da companhia de R$ 630 milhões no segundo trimestre, revertendo a perda de R$ 596 milhões apurada um ano antes.
No acumulado do primeiro semestre, o resultado final da companhia, também pelo critério de resultado atribuível aos controladores, que é a base para distribuição de dividendos, ficou positivo em R$ 647 milhões, frente a R$ 574 milhões negativos nos seis primeiros meses de 2013.
A receita líquida trimestral da companhia subiu 1,5% na comparação anual, para R$ 1,69 bilhão, enquanto o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado caiu 8,2%, para R$ 594 milhões. Já o Ebitda que segue os padrões definidos pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mais que dobrou, na mesma base de comparação, e ficou em R$ 1,49 bilhão.
Dessa forma, a margem Ebitda ajustada ficou em 35% no trimestre, 4 pontos percentuais abaixo da margem registrada em igual trimestre de 2013.
De janeiro a junho, a receita líquida da produtora de celulose totalizou R$ 3,336 bilhões, com alta de 7% frente ao mesmo intervalo do ano passado. O Ebitda ajustado semestral ficou em R$ 1,272 bilhão, 5% acima do montante de um ano antes.
Ao fim de junho, a dívida líquida da Fibria estava em R$ 6,681 bilhões, com queda de 4% em relação ao verificado em março. Na mesma data, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, era de 2,4 vezes em dólares e de 2,3 vezes em reais — comparável a 2,4 vezes no encerramento do primeiro trimestre, em ambos os critérios.
Produção e vendas
A produção de celulose branqueada de eucalipto da Fibria no segundo trimestre totalizou 1,27 milhão de toneladas, estável na comparação com os três primeiros meses do ano e 1% abaixo do registrado no mesmo intervalo de 2013.
Já as vendas de celulose no período somaram 1,334 milhão de toneladas, com expansão de 12% frente ao primeiro trimestre e de 5% na comparação anual. Frente ao início do ano, explicou a companhia, a melhora é explicada pelo maior volume de vendas para América do Norte e Ásia.