Grupo de empreendedores aguarda liberação do Comar (Comando Aéreo Regional), com sede em São Paulo, para dar início à construção do Edifício Dubai, composto de duas torres com 56 metros de altura, na circular da Lagoa Maior, numa área em torno de 8 mil m2, adquirida por 16 empresários, sendo a maioria de Campo Grande. Luis Alberto Gusmão, idealizador do projeto, diz que a obra está impedida devido à altura do prédio, apesar de estar fora do cone de voos e dentro do limite permitido para construções verticais nas imediações do aeroporto, que é de quatro quilômetros.
De acordo com Gusmão, o problema todo está no fato de a cidade não contar com um plano de ocupação de área no entorno do aeroporto aprovado no Comar. “Assim não dá para saber até onde podemos subir [a altura dos prédios] e nem o tipo de investimento que podemos fazer”, reclama. Segundo ele, hoje a prefeitura trabalha sem diretrizes relacionadas à altura máxima permitida, ficando a impressão de que uns podem fazer e outros não. Diz ainda que há uma determinação, que considera infundada, de que os prédios têm que ter no máximo 45 metros de altura. “Se isso fosse verdade, teria que estar escrito”, critica, afirmando que os próprios representantes do Comar disseram que se não tem plano de ocupação, todos os empreendimentos verticais precisam passar por lá. Entretanto, diz que existem várias edificações verticais que estariam na área de voo e próximas do aeroporto que não passaram pelos obstáculos que ele enfrenta.
Em relação ao Comar, afirma que as dificuldades são muitas por se localizar em São Paulo. “Eles não têm interesse em acelerar projetos de MS e não existem políticos capazes de influenciar nesse sentido”, diz.
Por fim, afirma que os empresários tem start e que mesmo aprovando o projeto agora, não quer dizer ele será executado, já que dependem das condições econômicas da cidade.
“Devemos fazer um trabalho transparente para o bem da cidade, mas percebe-se que alguns grupos, vendo a expansão do mercado imobiliário, de uns quatro anos para cá estão dificultando a entrada de novos empreendedores ou a manutenção dos que estavam construindo antigamente. Os que estão construindo atualmente têm influência política ou social”, acentua.