Depois de participar do protesto contra a presidente Dilma Rousseff, realizado no último domingo, o grupo Mães Guerreiras se prepara agora para uma nova manifestação. Desta vez, porém, o foco será a administração municipal. A líder do grupo, Angelyta Caetano, iniciou a convocação via redes sociais, para o dia 15 de junho, aniversário da cidade. Apesar de entender que para chamar a atenção o protesto tem que ser em uma data significativa, ela garante que a intenção não é atrapalhar as festividades e que o movimento será pacífico. “Apenas um desabafo”, diz. Por esse motivo, inclusive, até à véspera, manterá segredo sobre o local e trajeto da manifestação. “Queremos apenas protestar”, explica. Desta forma, assegura que não há risco de ocorrer baderna.
Angelyta explica também que não haverá ninguém proferindo palavras de ordem e muito menos pedindo “fora fulano, fora sicrano”. Não esconde, porém, sua insatisfação com a administração municipal. Para ela, ficar reclamando pelas redes sociais sem tomar atitude não resolve nada. “Não adianta ficar reclamando que a minha rua está esburaca, já que querem reclamar, vamos fazer de forma organizada e é para isso que estou convocando a população”, enfatiza.
“Que a situação em Três Lagoas está caótica é notório, mas eu não acredito que a Márcia, como pessoa, esteja olhando com descaso para tudo, mas como administradora ela está falhando”, sentencia, presumindo que a prefeita está engessada e não faz tudo que gostaria de fazer.
Composto por 150 pessoas, o Mães Guerreiras espera agregar diversas outras lideranças, como presidentes de bairros, lideres sindicais e pensadores. Angelyta não soube precisar quantas pessoas espera levar para as ruas, mas afirmou não estar muito preocupada com isso. “Se tiverem dez pessoas, vamos dar nosso recado”.
“Quero ver quem terá a coragem de ir comigo para a linha de frente nesse protesto, mas não pode ser em qualquer data tem que ser em uma data de Três Lagoas, já que não temos nada para comemorar”, escreve Angelyta na convocação que faz via Facebook.
Segundo ela, será a única maneira de chamar atenção para tudo que está acontecendo. “Comemorar o que? Falta de médico, de remédio, de ambulância, de asfalto, de drenagem?”, questiona.
Por fim diz: “O povo tem três meses para organizar seus cartazes e seu protesto e a prefeitura três meses para colocar a casa em ordem se não quiser o protesto”.